Não deixe o bicho crescer!

Publicado em 14/01/2020 09:42
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É geralmente no final da tarde, já com o pôr-do-sol surgindo, que as fêmeas adultas da mariposa Ecdytolophaaurantiana, procuram os frutos maduros dos pomares citrícolas – e até os verdes, se a infestação for alta – para colocar seus ovos. A cada ciclo, são cerca de 200 ovos por fêmea. Conforme vão surgindo, as lagartas furam o fruto e vão lá para dentro, e é por isso que a mariposa também ficou conhecida como bicho-furão. Em seguida, os frutos apodrecem, caem e já não servem para o consumo in naturanem podem ser aproveitados pela indústria. É perda certa para o produtor. A boa notícia é, que com o manejo adequado, pode-se controlar, reduzir e até evitar essa derrubada na produtividade e na lucratividade.

Um ponto relevante nesse manejo é não confundir os ataques do bicho-furão com os da mosca-das-frutas. A ação de ambos os insetos é semelhante, mas há diferenças nos sintomas. No primeiro caso, surgem secreções duras e secas no local atingido, já no caso da mosca, aparece uma podridão mole de onde sai um líquido se espremida. A eliminação dos frutos atacados é uma forma de interromper o ciclo de vida do bicho-furão. Recomenda-se a destruição tanto dos que caíram quanto dos que ainda permanecem nas árvores. Esse material orgânico deve ser enterrado e coberto com pelo menos 30 centímetros de terra, por garantia, para impedir que as lagartassobrevivam e voltem a atormentar o produtor e avancem para a fase de pupa.

A aplicação de inseticidas vai agir diretamente no controle das mariposas, mas para a correta definição de pulverizações é necessário que se faça uma estimativa da infestação nos pomares. “O monitoramento da população de adultos é fundamental para o controle do bicho-furão”, diz Marina Pacheco, técnica de Desenvolvimento de Produtos da BASF. Como esses insetos costumam ser discretos, ficando imóveis no interior das plantas durante o dia, é difícil fazer essa análise apenas por observação. É aí que entram as armadilhas com feromônio sexual sintético para atrair os machos. O número de insetos capturados durante um período de sete dias vai dizer é preciso uma nova etapa desse monitoramento ou se é preciso entrar imediatamente com inseticidas.

Chegada essa hora, a BASF coloca à disposição dos citricultores o Nomolt® 150, que age como um regulador de crescimento e impede o desenvolvimento do inseto. “É uma ferramenta fundamental no controle do bicho-furão, pois age na quitina, que forma o exoesqueleto da praga”, afirma Marina. “O Nomolt®, que está na lista PIC [Produção Integrada dos Citros, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento], pode ter efeito de 30 dias, se bem aplicado e dependendo do grau de infestação”, acrescenta. Outra vantagem é que, pelo fato de ser um inseticida com seletividade alta para os inimigos naturais da mariposa, preserva os ácaros e outros predadores. Segundo a orientação de Marina, o manejo do bicho-furão deve ser realizado ao entardecer, quando o inseto acasala e ovoposita. Vale ressaltar que a ocorrência dessa praga é maior em áreas mais quentes e próximas a matas, como na região centro-sul do Brasil. E também que qualquer controle de pragas é mais eficaz quando os pomares são bem cuidados e bem nutridos.

Fonte: Basf

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