Sacola de amido de milho pode ajudar evolução do setor, prevê Abramilho
Para o presidente-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Alysson Paolinelli, a mudança de comportamento do varejo e dos consumidores pode estimular ainda mais a opção do agricultor por plantar milho no Brasil – o país é o terceiro maior produtor mundial do cereal.
“O brasileiro usa em média 66 sacolas por ano. Esse número deve diminuir, o que é bom, mas é melhor ainda para o milhocultor, que passa a ter nessa nova indústria mais uma opção de cliente para seu produto”, aponta.
Segundo Paolinelli, a fabricação de biopolímeros derivados do milho representa ainda mais um passo para agregar valor ao produto nacional.
"O agricultor precisa pensar na cadeia produtiva como um todo, e não apenas na sua produção. Criar uma matéria-prima tão versátil como o plástico de amido de milho é um grande avanço para o país deixar de ser apenas produtor da commodity. O milhocultor precisa entender que vende não apenas milho, mas proteína animal, insumos, etanol e, agora, também bioplástico”, completa.
Como funciona
O milho é esmagado até ser transformado em farinha, quando o amido é separado para, em seguida, seguir para um processo de fermentação (semelhante ao usado para fazer etanol). No entanto, o amido é convertido em ácido lático que, aquecido e moldado, forma o biopolímero de milho – o plástico que será usado para fabricar as novas sacolas ecológicas e outros produtos. O tempo de decomposição desse material varia de seis meses (quando usada técnica de compostagem) a um ano e meio (decomposição normal).
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