Milho: Em Chicago, mercado intensifica baixas focado nos fundamentos

Publicado em 25/08/2014 12:49 e atualizado em 25/08/2014 14:08 230 exibições

Ao longo das negociações desta segunda-feira (25), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) ampliaram as perdas. Por volta das 11h41 (horário de Brasília), as principais posições da commodity registravam perdas entre 5,00 e 5,75 pontos. O vencimento setembro/14 era cotado a US$ 3,59 por bushel.

Focado nos fundamentos, o mercado registra mais um dia de queda em Chicago, após ter esboçado uma recuperação na sessão anterior e ter fechado o dia com leves ganhos. Segundo analistas, a expectativa de grande safra nos EUA já foi precificado, mas os números reportados pela expedição Crop Tour, realizada pela Pro Farmer, exercem pressão negativa sobre os preços.

Em relatório final, a comitiva estimou a safra de milho norte-americana em 357,98 milhões de toneladas, contra 356,43 milhões de toneladas estimadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no último relatório de oferta e demanda. Já a produtividade média das lavouras norte-americanas deverão totalizar 179,17 sacas por hectare.

Em Ohio, os produtores deverão colher em torno de 192,75 sacas por hectare. A projeção está acima do registrado na safra anterior, de 154,67 sacas por hectare e da média dos últimos três anos, de 181,65 sacas por hectare. Em contrapartida, em Dakota do Sul, o rendimento estimado é de 161,62 sacas por hectare, número abaixo do obtido na safra 2013/14, de 171,02 sacas por hectare, mas acima da média dos últimos três anos, de 133,05 sacas por hectare.

Em Indiana, a produtividade esperada é de 195,82 sacas por hectare, previsão acima da média do ano anterior e dos últimos três anos, de 177,12 e 149,47 sacas por hectare, respectivamente. O mesmo ocorre em Nebraska, onde o rendimento das lavouras é projetado em 173,32 sacas por hectare e na safra 2013/14 a média foi de 163,97 sacas por hectare e nos últimos três anos, de 155,37 sacas por hectare.

Além disso, a agência internacional de notícias Farm Futures divulgou que as chuvas no país limitam as perdas significativas para a produção norte-americana. Em outros lugares ao redor do mundo, como no Sul da Rússia, o clima continua quente e seco, na Ucrânia, as chuvas apareceram no final de semana e as previsões indicam temperaturas mais baixas e melhores chances de umidade para essa semana. 

Na China, após a preocupação com a seca, as precipitações voltaram ao país no final da última semana. Ainda de acordo com informações do site, há chuvas previstas para essa semana, que se confirmadas, poderão aliviar as preocupações com a seca.

Demanda pelo milho dos EUA

A demanda pelo produto norte-americano permanece aquecida. Frente aos preços nos menores patamares dos últimos quatro anos, os investidores têm aproveitado para retornar à ponta compradora do mercado. Nesta segunda-feira, o USDA reportou a venda de 233.673 mil toneladas do cereal. Do total, 120 mil toneladas foram adquiridas pela Colômbia e o restante, 113.673 mil toneladas, foram vendidas para a Costa Rica. Ambos os volumes deverão ser entregues na temporada 2014/15.

Os embarques semanais de milho, reportados pelo USDA, totalizaram 1.091,30 milhão de toneladas na semana encerrada no dia 21 de agosto. O volume é maior do que o indicado na semana anterior, de 971.305 mil toneladas. No mesmo período do ano passado, o total embarcado foi de 308.342 mil toneladas.

Até o momento, no acumulado do ano-safra, com início em 1º de setembro, os embarques do cereal somam 45.939.659 milhões de toneladas. Número próximo da estimativa do USDA, de 48.260,00 milhões de toneladas. 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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