Milho: Mercado aguarda números do USDA e exibe estabilidade na manhã desta 6ª feira em Chicago

Publicado em 12/08/2016 08:23
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As principais posições do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram o pregão desta sexta-feira (12) na estabilidade. Por volta das 7h58 (horário de Brasília), apenas as primeiras posições testavam ligeira alta, de 0,25 pontos, os vencimentos mais distantes permaneciam estáveis. O contrato setembro/16 era cotado a US$ 3,21 por bushel, enquanto o dezembro/16 era negociado a US$ 3,32 por bushel.

Hoje, as atenções dos participantes do mercado estão voltadas ao boletim de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Nesta sexta-feira, o órgão traz as novas projeções para a safra dos EUA e mundial. E, diante do bom andamento da safra americana até esse instante, a expectativa é que haja um ajuste positivo para a produção.

O mercado trabalha com projeções de até 375,52 milhões de toneladas para essa safra, frente as 369,33 milhões de toneladas estimadas no mês anterior. Para os estoques finais de passagem, os números poderão ficar próximos de 58,09 milhões de toneladas. No mês anterior, o volume indicado foi de 52,85 milhões de toneladas.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Milho: Em véspera de relatório do USDA, mercado fecha pregão com ligeiras quedas na Bolsa de Chicago

O pregão desta quinta-feira (11) foi de ligeira queda aos preços do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições do cereal encerraram o dia com leves quedas, entre 1,00 e 1,50 pontos, próximos da estabilidade. O contrato setembro/16 era cotado a US$ 3,21 por bushel e o dezembro/16 a US$ 3,31 por bushel.

Segundo dados das agências internacionais, ao longo do dia, os investidores se preparam para o boletim de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será divulgado nesta sexta-feira (12). Após um clima favorável, o que permitiu um bom desenvolvimento das lavouras, o sentimento é que o órgão revise para cima a projeção para a safra de milho norte-americana.

As estimativas dão conta de uma safra ao redor de 375,52 milhões, contra as 369,33 milhões de toneladas reportadas no relatório de julho. No caso dos estoques finais de passagem, os números poderão ficar próximos de 58,09 milhões de toneladas. No mês anterior, o volume indicado foi de 52,85 milhões de toneladas.

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E a safra continua caminhando bem, segundo o departamento norte-americano em torno de 74% das plantações do cereal ainda apresentam boas ou excelentes condições. E nos próximos dias, de 17 a 21 de agosto, as temperaturas deverão ficar mais amenas em grande parte do Meio-Oeste do país.

No mesmo período, as previsões indicam chuvas mais expressivas e, em muitos lugares, acima da normalidade. As informações foram atualizadas e divulgadas pelo NOAA - Serviço Oficial de Meteorologia do país.

Ainda nesta quinta-feira, o USDA indicou as vendas para exportação em 1.610,5 milhão de toneladas de milho na semana encerrada no dia 4 de agosto. O volume ficou acima das apostas dos investidores entre 1 milhão a 1,5 milhão de toneladas. No total, foram vendidas 594,9 mil toneladas do cereal da safra 2015/16 e o restante, de 1.015,6 milhão de toneladas, da temporada 2016/17.

Etanol nos EUA

Nesta quarta-feira, a AIE (Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos)  reportou um aumento na produção semanal de etanol no país. E, conforme o noticiário internacional, essa é uma boa notícia aos produtores, pois o aumento da produção significa mais uso de milho.

Mercado interno

As cotações futuras do milho negociadas na BM&F Bovespa fecharam o pregão desta quinta-feira (11) com forte queda. Pelo segundo dia consecutivo, as cotações recuaram e exibiram perdas entre 0,99% e 3,31%. O vencimento setembro/16, referência para a safrinha brasileira, era cotado a R$ 43,40 a saca, enquanto o novembro/16 trabalhava a R$ 43,85 a saca. O março/17 fechou o dia a R$ 41,40 a saca.

Apesar da movimentação mais expressiva na bolsa brasileira, no mercado interno, as cotações se mantiveram estáveis nas principais praças pesquisadas pelo Notícias Agrícolas. Em Assis (SP), o preço voltou a subir, cerca de 10,53%, com a saca do cereal a R$ 41,03 no fechamento de hoje.

Em Mato Grosso, nas regiões de Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis, a alta ficou em 6,67%, com a saca do grão a R$ 32,00. Na região de Avaré (SP), a cotação registrou valorização de 5,12%, com a saca a R$ 40,05.

Em contrapartida, o preço cedeu 9,09% na região de Sorriso (MT) e encerrou o dia a R$ 30,00 a saca. A queda foi de 2,50% em Jataí (GO), com o preço a R$ 39,00 a saca. Na região de Ponta Grossa (PR), o valor caiu 2,44%, com a saca do cereal a R$ 40,00. Em Não-me-toque (RS), a perda foi de 1,15%, com a saca a R$ 43,00. Em Paranaguá, o preço da saca para entrega em setembro/16, permaneceu estável em R$ 32,00.

Conforme ponderam os analistas, o mercado segue fraco e sem o registro de novos negócios. As atenções ainda estão voltadas para a relação entre oferta e demanda. Nesta quarta-feira, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) reduziu, mais uma vez, a projeção para a safra brasileira para 42.592,7 milhões de toneladas. Paralelamente, os participantes do mercado ainda acompanham as informações sobre o aumento nas importações de milho e o andamento das exportações brasileiras. Porém, os preços praticados no mercado interno ainda permanecem acima da paridade para exportação.

De acordo com a Secex (Secretaria de Comércio Exterior), os embarques de milho ficaram próximos de 1 milhão de toneladas em julho. O volume está bem abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, de 8,66 mi de toneladas. A projeção é que sejam exportadas pouco mais de 20 mi de toneladas em 2016. Porém, para se alcançar essa projeção até janeiro de 2017, o Brasil precisará embarcar uma média de 1,8 milhão de toneladas do cereal, ainda conforme dados da Conab.

Dólar

A moeda norte-americana fechou o dia a R$ 3,1400 na venda, com leve alta de 0,25%. Segundo a Reuters, o movimento é decorrente da intervenção do Banco Central após sete quedas consecutivas do câmbio.

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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