Milho: Na CBOT, preços ampliam perdas durante sessão desta 2ª feira com foco na safra americana

Publicado em 29/08/2016 09:16 e atualizado em 29/08/2016 17:46
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Nesta segunda-feira (29), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) ampliaram as perdas. As principais posições do cereal exibiam perdas entre 3,00 e 3,75 pontos, por volta das 12h48 (horário de Brasília). O vencimento setembro/16 era cotado a US$ 3,12 por bushel e o dezembro/16 a US$ 3,21 por bushel.

As cotações estão são influenciadas pela perspectiva de uma grande safra nos Estados Unidos nesta temporada. Ainda na última semana, o Crop Tour Pro Farmer, renomado tour que acontece anualmente no Meio-Oeste dos EUA, estimou a safra em 374,11 milhões de toneladas, com produtividade média de 180,15 sacas por hectare.

A projeção está bem abaixo do indicado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu último relatório, de 384 milhões de toneladas. Além disso, os participantes do mercado ainda esperam informações vindas do lado da demanda. E hoje, o órgão divulga novo boletim de embarques semanais.

Veja como fechou o mercado na última semana:

Milho: Na CBOT, mercado fecha semana com queda de mais de 5% com foco na safra americana

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) recuaram mais de 5% ao longo da semana, conforme levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes. Nesta sexta-feira (26), as cotações voltaram a testar perdas mais expressivas e encerraram o dia com desvalorizações entre 7,00 e 7,50 pontos. O vencimento setembro/16 era cotado a US$ 3,16 por bushel, já o dezembro/16 era negociado a US$ 3,25 por bushel.

Assim como na soja, as cotações também recuaram nos últimos dias com a perspectiva de uma safra cheia nos Estados Unidos. No caso do cereal, as estimativas oficiais apontam para uma safra ao redor de 384 milhões de toneladas nesta temporada. Contudo, hoje, o Crop Tour Pro Farmer, renomado tour que acontece anualmente no Meio-Oeste dos EUA, estimou a safra em 374,11 milhões de toneladas, com produtividade média de 180,15 sacas por hectare.

Ao todo, a expedição percorreu os estados de Dakota do Sul, Nebraska, Minnesota, Iowa, Illinois, Indiana e Ohio. "Essas estimativas baseiam-se em perspectivas de clima favorável ao longo do mês de setembro. E a cultura da soja pode se beneficiar ainda mais do clima do que a cultura do milho", informou a nota oficial do Crop Tour Pro Farmer. ​

>> 2016/17: Crop Tour Pro Farmer estima queda de 10 milhões de toneladas na safra de milho nos EUA

"No caso do milho, são quase 10 milhões de toneladas a menos do que a estimativa oficial. Vejo que ainda temos um espaço para uma alta nos preços do cereal, uma vez que, as cotações atuais já estão em patamares baixos e menores do que os custos de produção dos produtores americanos. E as exportações permanecem firmes, temos acompanhado os números acima de 1 milhão de toneladas a cada semana", diz o consultor de gerenciamento de risco da FCStone, Guilherme Cioccari.

Mercado interno

Já no mercado interno, as cotações tiveram uma semana de ligeiras movimentações. Em São Gabriel do Oeste (MS), o preço do milho caiu 8,33%, com a saca a R$ 33,00. Já em Sorriso (MT), o recuo ficou em 6,67%, com a saca R$ 28,00. Na região de Ubiratã (PR), a queda foi de 4,29%, com a saca a R$ 33,50. Ainda no estado, nas praças de Londrina e Cascavel, a cotação caiu 2,86%, com a saca do cereal a R$ 34,00.

No Porto de Paranaguá, a saca para entrega setembro/16 também caiu 2,11%, com a saca a R$ 32,50. Em contrapartida, as cotações subiram em Avaré e Barretos, em São Paulo, com a saca a R$ 39,56 e R$ 40,05, respectivamente.

Em meio às informações de importação do cereal, os analistas ponderam que a semana foi de calmaria aos negócios, já que os compradores se retraíram. "A pressão de alta perdeu força no mercado interno em agosto, nesta reta final da colheita. As notícias de importações de milho, dos leilões de vendas da Conab e câmbio menos favorável às exportações tiraram a sustentação dos preços. De qualquer maneira, a menor disponibilidade na safra atual é um fator limitante para as quedas nos preços", informou a Scot Consultoria.

Paralelamente, o dólar fechou a sexta-feira a R$ 3,2719 na venda, com alta de 1,25%. Na semana, a moeda acumulou alta de 2,02%. Conforme dados da agência Reuters, o câmbio teve um dia de volatilidade após declarações do vice do Federal Reserve, Stanley Fischer, recolocarem a possibilidade de o banco central norte-americano elevar a taxa de juros no país em setembro.

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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