À espera do USDA, investidores ajustam posições e mercado recua pelo 2º dia consecutivo na CBOT

Publicado em 08/12/2016 16:54
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Pelo segundo dia seguido, os preços do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) recuaram. As principais posições do cereal ampliaram as perdas durante a sessão desta quinta-feira (8) e encerraram o dia com quedas entre 4,00 e 4,50 pontos. O vencimento dezembro/16 era cotado a US$ 3,46 por bushel, enquanto o março/17 trabalhava a US$ 3,53 por bushel. O maio/17 finalizou o dia a US$ 3,60 por bushel.

Conforme dados das agências internacionais, as cotações recuaram, uma vez que, os participantes do mercado já se preparam para o relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será reportado nesta sexta-feira (9). A perspectiva é que o órgão revise para cima as projeções para os estoques finais americanos, que podem superar as 61 milhões de toneladas e, os estoques mundiais.

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Por outro lado, os investidores ainda acompanham as informações sobre o comportamento do clima na América do Sul, especialmente na Argentina. As projeções de longo prazo estão se mostrando menos ameaçadoras, segundo dados do site internacional Agrimoney.com.

"A Argentina tem áreas que estão bastante secas, mas agora um padrão mais úmido está se tornando mais proeminente nas previsões estendidas", disse CHS Hedging, em entrevista ao Agrimoney.com.

Ainda nesta quinta-feira, o USDA divulgou seu novo boletim de vendas para exportação. Na semana encerrada no dia 1º de dezembro, as vendas do cereal somaram 1.496,4 milhão de toneladas. Do total, cerca de 1.495,4 milhão de toneladas da safra 2016/17 e o restante, de 1 mil toneladas, da temporada 2017/18.

O volume ficou acima das expectativas dos participantes do mercado, entre 700 mil toneladas e 1 milhão de toneladas. Na semana anterior, o número era de 761,6 mil toneladas do grão.

No acumulado da temporada, as vendas do cereal já totalizam 31.577,8 milhões de toneladas, bem acima do registrado no mesmo período do ano anterior, de 18.111,2 milhões de toneladas. Para essa temporada, as exportações são estimadas em 56,52 milhões de toneladas. Até o momento, em torno de 55,87% desse volume já está comprometido.

Mercado brasileiro

A quinta-feira (8) foi marcada pela estabilidade no mercado interno brasileiro. De acordo com levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, no Oeste da Bahia, o valor caiu 2,50%, com a saca do cereal a R$ 39,00. Na região de São Gabriel do Oeste (MS), o recuo ficou em 1,75%, com a saca a R$ 28,00.

Em contrapartida, em Campo Grande (MS), o valor subiu 1,79%, com a saca a R$ 28,50. Já em Campinas (SP), a alta ficou em 1,33% e a saca encerrou o dia a R$ 38,10. No Porto de Paranaguá, a saca permaneceu estável em R$ 35,00 a saca.

Nesse momento, o mercado segue sem grandes novidades, as exportações recuaram e as importações ainda são registradas no mercado, o que têm mantido as cotações pressionadas. A safra de verão apresenta bom desenvolvimento, o que também contribui para a formação desse cenário.

Na bolsa brasileira, o dia também foi de leves movimentações, com os preços do milho próximos da estabilidade. As principais posições da commodity caíram entre 0,03% e 0,15%. O março/17 era cotado a R$ 38,00 e o maio/17 a R$ 36,95 a saca. Apenas o janeiro/17 subiu 0,31% e finalizou o dia a R$ 38,42 a saca.

Os preços acompanharam a queda registrada no mercado internacional e também no dólar. A moeda norte-americana caiu 0,62% e encerrou o dia a R$ 3,3830 na venda, menor patamar desde 22 de novembro, quando o câmbio tocou o patamar de R$ 3,3565, segundo reportou a Reuters.

A movimentação negativa é decorrente do sentimento de alívio por parte dos operadores diante da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) manter Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado. A expectativa é que a postura contribua para a votação de medidas econômicas importantes para o governo do presidente Michel Temer, ainda segundo dados da agência.

Confira como fecharam os preços nesta quinta-feira:

>> MILHO

Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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