Milho: Preços internacionais apresentam leves quedas na Bolsa de Chicago

Publicado em 25/02/2019 12:16 e atualizado em 25/02/2019 17:38
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Os preços internacionais do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) registram leves quedas ao longo dessa segunda-feira (25). As principias cotações registraram desvalorizações entre 1,25 e 1,75 pontos negativos por volta das 11h59 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a US$ 3,73, o maio/19 valia US$ 3,81 e o julho/19 era negociado por US$ 3,91.

Segundo análise de Bryce Knorr da Farm os dados divulgados na semana passada estão ajudando o mercado a esclarecer a demanda de safras antigas e falar sobre novas safras. As vendas de exportação para as seis semanas que se encerraram em 14 de fevereiro, totalizando 238,5 milhões de bushels, foram um pouco melhores do que as estimativas comerciais e à frente da taxa necessária para atingir a previsão do USDA para a safra de 2018. Os embarques, no entanto, precisarão aumentar notavelmente para atingir esse total, com uma média de mais de 50 milhões de bushels por semana na segunda metade da campanha de comercialização.

O Compromisso dos Comerciantes de sexta-feira sugere que os grandes especuladores ainda continuam em viés de baixa. Embora esses fundos cobrissem a maioria de suas apostas pessimistas na primeira semana de fevereiro.

Para Jessie Scott da Successful Farming, o anúncio de que houve progresso nas negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China foi bem recebido pelos mercados de grãos. Após uma guerra comercial de um mês, parece que os EUA e a China estão fazendo progressos nas negociações comerciais e estão próximos de um acordo. Na sexta-feira, a notícia foi de que a China concordou em comprar até US $ 1,2 trilhão em produtos americanos, seguida por um anúncio do secretário de agricultura Sonny Perdue de que a China se comprometeu a comprar mais 10 milhões de toneladas de soja.

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A bolsa brasileira apresenta movimentações misturadas, mas próximas da estabilidade nessa segunda-feira. As principais cotações registraram flutuações entre 0,25% negativo e 0,68% positivo por volta das 12h05 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a R$ 41,85, o maio/19 valia R$ 39,63 e o julho/19 era negociado por R$ 36,05.

A Radar Investimentos aponta que, desde a semana anterior, o produtor/vendedor não tem manifestado um interesse na comercialização do cereal. Ainda é cedo para falar que a tendência deve continuar durante esta semana. No entanto, vale ficar atento ao vazio dos negócios. Em Campinas-SP, as referências giram entre R$41-R$42/sc, CIF, 30d.

A Agrifatto Consultoria analisa que as cotações do cereal continuaram seu movimento de valorização na última semana.

Os fundamentos para os preços firmes são mantidos, ou seja, o período de entressafra que limita a disponibilidade mantém mercado firme. Além disso, a competição para originar a matéria-prima entre mercado interno e exportador também gera pressão positiva.

Na esteira, os preços futuros iniciam a semana com valorizações, ganhando 0,15 pontos de média. Os contratos para março e maio/19 rompem resistência gráfica e tentam manter os níveis mais altos.

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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