Milho recua com aversão ao risco e pressão sobre o petróleo que pode perder patamar dos US$ 50 dólares
A segunda-feira (24) iniciou com os preços internacionais do milho futuro em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), dando sequência a um movimento que começou na semana passada, foi reforçado pelos números do Agricultural Outlook Forum do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) da última sexta-feira (21) e intensificado pela aversão ao risco em relação aos novos casos do coronavírus fora da China.
O milho estendeu as perdas para a quarta sessão, atingindo o menor nível desde meados de dezembro. "O vírus Covid-19 continua sendo o foco de todo o mundo. Com mais casos em mais lugares, o vírus continua se espalhando infelizmente", disse Tobin Gorey, diretor de estratégia agrícola do Commonwealth Bank of Australia.
Por volta das 10h12 , o vencimento março/20 trabalhava cotado à US$ 3,73 com queda de 3,25 pontos, o maio/20 negociado a US$ 3,77 com desvalorização de 3,25 pontos, o julho/20 foi negociado por US$ 3,80 com baixa de 3,25 pontos e o setembro/20 teve valor de US$ 3,78 com perda de 3,25 pontos.
Na sexta-feira (21) os futuros do milho ficaram mais fracos pressionados por uma projeção de colheita recorde nos Estados Unidos para a próxima safra que será plantada em 2020.
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) fixou a safra de milho norte-americana em 15,5 bilhões de bushels (393,7 milhões de toneladas), o que faria com que os estoques finais aumentassem para 2,637 bilhões de bushels (66,979 milhões de toneladas). “Se realizado, esse seria o maior estoque desde 1988”, destaca Mark Weinraub da Reuters Chicago.
Nesta segunda-feira (24) além da aversão ao risco que pressiona as commodities agrícolas, a queda no petróleo também ajuda a derrubar os preços do milho no mercado internacional.
Por volta da 11h (Brasília) o petróleo WTI perdia quase 5% e estava prestes a romper o patamar dos US$ 50,00/ barril
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