Milho segue em alta na B3 após queda dos preços favorecer pecuaristas

Publicado em 17/04/2020 12:11 e atualizado em 17/04/2020 16:49 477 exibições
CBOT também se valoriza seguindo fortalecimento dos estoques

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Os preços futuros do milho seguem subindo na bolsa brasileira (B3) nesta sexta-feira (17). As principais cotações operavam com movimentações positivas entre 0,38% e 1,07% por volta das 12h07 (horário de Brasília).

O vencimento maio/20 era cotado à R$ 46,08 com valorização de 1,07%, o julho/20 valia R$ 43,30 com ganho de 0,46% e o setembro/20 era negociado por R$ 42,27 com alta de 0,38%.

A Agrifatto Consultoria apontou, em sua análise diária, que as movimentações negativas na B3 nos últimos dias têm auxiliado pecuaristas que buscam fazer proteção de alta do milho, já que a cotação do contrato para maio/20 já caiu 13,64% desde o pico registrado no dia 13/03/2020.

“Ainda que não seja o cenário ideal, a desvalorização do cereal traz certo alívio para quem necessita adquiri-lo, mas visualizava um mercado pressionado. A pressão sobre o preço do milho advém, principalmente, da demanda, pois, o mercado ainda busca um norte sobre o comportamento dessa”, aponta a publicação.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) também segue operando com os preços internacionais do milho futuro em alta nesta sexta-feira (17). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 2,50 e 3,75 pontos por volta das 11h59 (horário de Brasília).

O vencimento maio/20 era cotado à US$ 3,23 com valorização de 3,75 pontos, o julho/20 valia US$ 3,30 com ganho de 3,75 pontos, o setembro/20 era negociado por US$ 3,34 com elevação de 3,00 pontos e o dezembro/20 tinha valor de US$ 3,43 com alta de 2,50 pontos.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho seguiram o fortalecimento dos estoques globais e dos preços da energia mais altos neste último dia da semana.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou dados de vendas semanais de exportação ontem. O relatório constatou que as vendas semanais de milho para safras antigas caíram quase 47% em relação à semana anterior, para 38,6 milhões de bushels. A demanda lenta afetou também as vendas de novas safras, que caíram 21,5 milhões de bushels para 2,5 milhões de bushels na semana que terminou em 9 de abril. Os embarques de exportação da semana caíram um pouco, mas ainda mantiveram-se fortes em 48,1 milhões de bushels.

Enquanto isso, a publicação destaca que governadores do Texas, Oklahoma, Utah, Louisiana e Wyoming solicitaram que o governo Trump isentasse as refinarias nesses estados de aderirem aos requisitos de mistura de biocombustíveis.

“A medida é um esforço de última hora para ajudar as empresas de petróleo em meio à destruição massiva da demanda de petróleo devido a pedidos de permanência em casa de Coronavírus. A solicitação coloca dois dos principais eleitores do presidente Trump, as indústrias de petróleo e milho, uns contra os outros em uma batalha que seria um golpe adicional para a indústria de etanol se Trump atender aos pedidos da Big Oil”, comenta a analista Jacqueline Holland.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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