Milho segue se desvalorizando na B3 com disponibilidade crescente do cereal

Os preços do milho futuro seguem em baixa na bolsa brasileira (B3) nesta segunda-feira (20). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 0,21% e 0,99% por volta das 12h07 (horário de Brasília).
O vencimento maio/20 era cotado à R$ 45,32 com perda de 0,83%, o julho/20 valia R$ 42,97 com desvalorização de 0,99%, o setembro/20 era negociado por R$ 42,10 com queda de 0,21% e o novembro/20 tinha valor de R$ 44,00 com baixa de 0,23%.
Em seu reporte diário, a Radar Investimento apontou que neste momento a disponibilidade do cereal é crescente no mercado. “Isso ocorre na medida em que parte dos consumidores, como granjas de suínos e aves, tendem a reduzir o alojamento e consequentemente a demanda”.
Mercado Externo
Os preços internacionais do milho futuro também seguem com movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta segunda-feira (20). As principais cotações registravam flutuações entre 5,00 e 6,25 pontos por volta das 12h05 (horário de Brasília).
O maio/20 era cotado à US$ 3,16 com desvalorização de 6,25 pontos, o julho/20 valia US$ 3,24 com queda de 5 pontos, o setembro/20 era negociado por US$ 3,28 com perda de 5 pontos e o dezembro/20 tinha valor de US$ 3,38 com baixa de 4,75 pontos.
Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho diminuíram pressionados por uma queda acentuada nos futuros de petróleo e previsões para melhorar o tempo de plantio no Meio-Oeste dos Estados Unidos nas próximas semanas.
“Os preços do petróleo caíram na segunda-feira com um contrato atingindo seu nível mais baixo desde 1998. A fraqueza nos mercados de energia pesa na demanda por combustíveis alternativos feitos de milho e soja”, aponta Mark Weinraub da Reuters Chicago.
Além disso, os contratos futuros de milho estavam sob pressão adicional devido às expectativas de uma enorme área cultivada nos EUA este ano. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) fornecerá sua atualização semanal sobre o progresso da plantação.
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WELLISTON FRANK TEIXEIRA DOUTOR CAMARGO - PR
As pessoas não vão parar de comer, de uma maneira ou de outra o consumo de milho continuará. Mercado externo não causa impacto na demanda interna do milho brasileiro, que por sua vez, necessita de uma safrinha gigantesca para suprir as necessidades, para isso necessita de um clima perfeito. E como temos visto, a realidade já é diferente, o clima inicial da safrinha, somado com o plantio mais tardio e fora da janela devem causar impactos na produção final.