Milho abre a semana fraco para negócios no Brasil e com compradores retraídos

Publicado em 27/04/2020 16:41 e atualizado em 28/04/2020 09:19 688 exibições
Chicago cai com clima bom para o plantio americano

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A segunda-feira (27) registrou algumas movimentações nos preços do milho no mercado interno brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações em São Gabriel do Oeste/MS (2,44% e preço de R$ 40,00) e Sorriso/MT balcão (10% e preço de R$ 27,00).

Já as valorizações apareceram nas praças de Cascavel/PR (1,33% e preço de R$ 38,00), São Gabriel do Oeste/MS (2,44% e preço de R$ 40,00), Jataí/GO (2,86% e preço de R$ 36,00), Rio Verde/GO (2,86% e preço de R$ 36,00) e Sorriso/MT disponível (6,67% e preço de R$ 32,00).

Em sua nota diária, a Radar Investimentos apontou que, mesmo com a alta relevante do dólar nos últimos dias, as ofertas foram frequentes e pressionaram as cotações. “O mercado deve seguir volátil nos próximos dias, já que o fluxo de notícias também está intenso. As referências em Campinas-SP, giram ao redor de R$49,00/sc, CIF,30”.

Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou que os negócios envolvendo milho seguem enfraquecidos no mercado doméstico, devido à retração de compradores consultados pelo Cepea, contexto que mantém os preços em queda em muitas praças.

“Incertezas diante do turbulento momento enfrentado pelo Brasil e pelo mundo afastaram demandantes das aquisições, especialmente os do setor de carnes, importantes compradores do cereal. Nesse contexto, muitos agentes consultados pelo Cepea voltam suas atenções ao campo. Entre 17 e 24 de abril, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (base Campinas-SP) caiu expressivos 7,6%, a R$ 47,60/saca de 60 kg nessa sexta-feira, 24”.

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A bolsa brasileira operou durante todo o dia em campo misto para os preços futuros do milho e fechou o dia se movimentando entre 0,29% negativo e 1,50% positivo por volta das 16 horas (horário de Brasília).

O vencimento maio/20 foi cotado à R$ 47,35 com desvalorização de 0,32%, o julho/20 valeu R$ 45,00 com alta de 2,04%, o setembro/20 foi negociado por R$ 43,90 com estabilidade e o novembro/20 teve valor R$ 45,90 com ganho de 0,33%.

De acordo análise da a Agrifatto Consultoria, o dólar em alta ante ao real sustenta as cotações neste momento, mas a preocupação quanto o tamanho do impacto da estiagem em algumas regiões do Brasil para a segunda safra já permeia parte dos participantes do mercado.

Mercado Externo

O primeiro dia da semana chegou ao fim com perdas para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram flutuações negativas entre 7,25 e 10,25 pontos ao final desta segunda-feira (27).

O vencimento maio/20 foi cotado à US$ 3,06 com desvalorização de 10,25 pontos, o julho/20 valeu US$ 3,13 com queda de 9,75 pontos, o setembro/20 foi negociado por US$ 3,19 com baixa de 8,50 pontos e o dezembro/20 teve valor US$ 3,29 com perda de 7,25 pontos.

Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última sexta-feira, de 2,86% para o maio/20, de 3,10% para o julho/20, de 2,45% para o setembro/20 e de 2,08% para o dezembro/20.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho em Chicago caíram nesta segunda-feira devido ao clima favorável de plantio nos Estados Unidos, juntamente com difíceis preços do petróleo, que continuam pressionado a demanda por etanol à base de milho.

O trabalho de campo foi o foco no Meio-Oeste americano, onde os agricultores estão semeando as safras de milho e soja em 2020. “Vamos plantar como loucos a semana toda”, disse Mike Rowan, presidente da Cooperativa Crossroads em Sidney, Nebraska.

Os analistas esperam que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) relate o plantio de milho nos EUA como 22% completo no seu relatório semanal de progresso da safra, que deve ocorrer já no final desta segunda-feira.

“Enquanto isso, as preocupações com a queda na demanda por milho pairam sobre o mercado. A Archer Daniels Midland Co disse na quinta-feira que a produção de etanol em duas usinas de milho ficará ociosa temporariamente devido à menor demanda de gasolina”, aponta Christopher Walljasper, da Reuters Chicago.

A China sinalizou na semana passada que pode comprar 20 milhões de toneladas de milho para preencher reservas estratégicas, embora os traders continuem céticos.

“A China poderia ser uma maneira de compensar o uso perdido no setor de etanol. Mas, por enquanto, ainda estamos avaliando essa perda”, disse Terry Roggensack, parceiro do Hightower Report.

UE aplica tarifa às importações de milho após forte queda nos preços 

PARIS (Reuters) - A União Europeia informou que passará a aplicar uma taxa de importação de 5,27 euros (5,72 dólares) por tonelada para as compras de milho, em uma medida amplamente antecipada por operadores após a queda nos preços do cereal nos Estados Unidos, que atingiram uma mínima de 10 anos.

A tarifa, anunciada nesta segunda-feira no diário oficial da UE, também será aplicada às importações de centeio e sorgo.

A UE impõe taxas quando o custo do milho importado dos EUA cai abaixo do piso de preços do bloco por 10 dias consecutivos.

Os mercados do milho têm sido pressionados pela pandemia de coronavírus, que afetou a demanda por combustíveis, incluindo pelo etanol, que absorve grande parte da oferta do cereal nos EUA.

A perspectiva de reintrodução das taxas pela UE levou a uma corrida de demanda por milho neste mês, com importações sob a cota livre de tarifas.

A UE aumenta a tarifa em caso de continuidade na queda dos preços de importação, de acordo com cálculos da média móvel de 10 dias. Por outro lado, o bloco remove a taxa se os cálculos apontam que os preços voltaram a subir, ultrapassando o piso aplicado na UE.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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