Milho segue subindo no Brasil e “dá sinais de que não irá recuar até a safrinha”

Publicado em 14/05/2020 16:51 1930 exibições
Chicago se movimento pouco nesta quinta-feira

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A quinta-feira (14) registrou muitas altas para os preços do milho no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações apenas no Oeste da Bahia (1,305 e preço de R$ 38,00), Campinas/SP (1,89% e preço de R$ 52,00) e Castro/PR (2,17% e preço de R$ 45,00).

Já as valorizações apareceram em Jataí/GO (1,37% e preço de R$ 37,00), Rio Verde/GO (1,37% e preço de R$ 37,00), Porto de Santos/SP (1,96% e preço de R$ 52,00), Itapetininga/SP (2,04% e preço de R$ 50,00), Palma Sola/SC (2,30% e preço de R$ 44,50), Pato Branco/PR (2,34% e preço de R$ 43,70), Marechal Cândido Rondon/PR (2,41% e preço de R$ 42,50), Cascavel/PR (2,41% e preço de R$ 42,50), Londrina/PR (2,41% e preço de R$ 42,50), Ubiratã/PR (2,41% e preço de R$ 42,50), Rio do Sul/SC (2,44% e preço de R$ 42,00), Eldorado/MS (2,53% e preço de R$ 40,50) e Amambai/MS (5% e preço de R$ 42,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira.

Em seu reporte diário, a Radar Investimentos apontou que o mercado físico do milho é firme. “O produtor retém os estoques com o dólar elevado e as incertezas políticas, enquanto a oferta da safra deve demorar até ser disponibilizada no mercado de grãos. Em Campinas-SP, as referências giram ao redor de R$50,00-R$51,00/saca, CIF, 30 dias”.

A Agrifatto Consultoria divulgou que o milho no Brasil dá mais sinais de que não irá recuar até a chegada da safrinha no mercado. “O driver para um possível recuo na cotação do cereal físico é o dólar, e esse não dá sinais de fraqueza no curto prazo”. 

B3

A Bolsa Brasileira (B3) operou o dia todo com movimentações positivas para os preços futuros do milho. As principais cotações subiam entre 0,41% e 1,07% positivo por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento maio/20 era cotado à R$ 50,84 com valorização de 1,07%, o julho/20 valia R$ 47,48 com alta de 0,59%, o setembro/20 era negociado por R$ 46,10 com ganho de 0,66 % e o novembro/20 tinha valor de R$ 49,50 com elevação de 0,41%.

A Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul) divulgou seu Boletim Semanal da Casa Rural apontando que o preço médio do milho no estado no mês de maio ficou em R$ 39,31 a saca, subindo 65,93% com relação ao mesmo mês de 2019, que registrava patamar de R$ 23,69 a saca.

“A ausência de uma tendência clara para o comportamento dos preços do cereal é reflexo da combinação da ausência de firmeza da demanda e as incertezas quanto ao resultado da safra. Porém, a desvalorização do real é um inibidor de pressão de baixa nos preços do cereal”, diz o relatório.

Mercado Externo

Para a Bolsa de Chicago (CBOT) a quinta-feira (14) foi de preços internacionais do milho futuro próximos da estabilidade.  As principais cotações registraram movimentações negativas entre 0,50 e 0,75 pontos ao final do dia.

O vencimento julho/20 foi cotado à US$ 3,17 com desvalorização de 0,75 pontos, o setembro/20 valeu US$ 3,22 com queda de 0,50 pontos, o dezembro/20 foi negociado por US$ 3,31 com baixa de 0,75 pontos e o março/21 teve valor US$ 3,44 com perda de 0,50 pontos.

Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 0,31% para o julho/20, de 0,30% para o dezembro/20 e de 0,29% para o março/21, além de estabilidade para o setembro/20.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho continuaram a diminuir levemente na quinta-feira com os traders ignorando outra rodada sólida de dados de exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

“A pressão e as expectativas de plantio para uma possível produção recorde continuam a aplicar ventos contrários a qualquer rali em potencial”, comenta o analista Ben Potter.

As vendas de exportação de milho aumentaram 39% em relação a uma semana atrás e permaneceram 14% acima da média das quatro semanas anteriores, após atingirem 42,3 milhões de bushels (1,074 milhão de toneladas) nas vendas de safras antigas e 21,8 milhões de bushels (553.720 toneladas) nas vendas de novas safras, totalizando 64,1 milhões de bushels (1,628 milhão de toneladas).

Os embarques de exportação de milho caíram 6% em relação à semana anterior, mas ficaram 16% acima da média das quatro semanas anteriores, com 51,6 milhões de bushels (1,310 milhão de toneladas). México e Japão foram os dois principais destinos.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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