Milho termina a quarta-feira desvalorizado no Brasil

Publicado em 03/06/2020 16:31 696 exibições
Avanço da colheita e queda do dólar pressionaram os preços

A quarta-feira (03) chega ao final com os preços do milho no mercado físico brasileiro se desvalorizando. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas valorizações em nenhuma praça.

Já as desvalorizações apareceram em Cândido Mota/SP, Oeste da Bahia, Jataí/GO, Rio Verde/GO, Itapetininga/SP, Rio do Sul/SC, Pato Branco/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Ubiratã/PR, Londrina/PR, São Gabriel do Oeste/MS , Eldorado/MS, Tangará da Serra/MT (2,78% e preço de R$ 35,00), Campinas/SP (3,77% e preço de R$ 51,00), Brasília/DF (3,85% e preço de R$ 37,50), Porto de Santos/SP (4,08% e preço de R$ 47,00) e Campo Novo do Parecis/MT (5,71% e preço de R$ 33,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira.

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, a trajetória de queda do dólar tem pressionado ligeiramente as cotações do milho em algumas praças produtoras. “Este movimento tem refletido indiretamente em São Paulo e deste modo, as referências em Campinas-SP giram mais próximas de R$49,00 e R$50,00/sc, CIF, 30d”.

A Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná divulgou, por meio do Departamento de Economia Rural (Deral), seu o relatório de plantio e das principais safras do estado.

O relatório semanal apontou que 2% das lavouras estaduais foram colhidas até a última segunda-feira (01). As áreas restantes se dividem com 15% já em maturação, 57% estão em frutificação, 26% em floração e 2% ainda em descanso vegetativo.

Quanto a qualidade dessas áreas, 42% estão em boas condições, 40% em médias e 18% em condições ruins.

Essa situação já levou o Departamento a reduzir a estimativa de produção do Paraná em mais de 1 milhão de toneladas diante das 12,9 milhões projetadas no início da safra. Segundo o analista de milho do Deral, Edmar Gervásio, as lavouras estão se encaminhando para o final do ciclo e não devem ter novas perdas a partir de agora.

B3

As perdas estiveram presentes nos preços futuros do milho durante todo o dia na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 0,72% e 1,41% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 43,74 com queda de 1,26%, o setembro/20 valia R$ 42,84 com baixa de 0,72%, o novembro/20 era negociado por R$ 45,45 com desvalorização de 1,41% e o janeiro/21 tinha valor de R$ 46,65 com perda de 1,37%.

A análise da Agrifatto Consultoria é de que a oferta vindoura está pressionando o mercado e com a demanda cambaleando, a cotação do cereal deve seguir em queda.

As movimentações negativas do dólar ante ao real também pressionaram os futuros do milho no Brasil. Por volta das 16h14 (horário de Brasília) a moeda americana era cotada à R$ 5,08 com queda de 2,28%.

Mercado Externo

Já a Bolsa de Chicago (CBOT) fechou a quarta-feira (03) com estabilidade para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações entre 0,25 pontos negativos e 0,25 pontos positivos ao final do dia.

O vencimento julho/20 foi cotado à US$ 3,24 com queda de 0,25 pontos, o setembro/20 valeu US$ 3,28 com estabilidade, o dezembro/20 foi negociado por US$ 3,38 com alta de 0,25 pontos e o março/21 teve valor de US$ 3,50 com ganho de 0,25 pontos.

Esses índices representaram estabilidade, com relação ao fechamento da última terça-feira, para o julho/20, para o setembro/20, para o dezembro/20 e para o março/21.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho caíram mais em meio às perspectivas favoráveis ​​para as safras nos Estados Unidos.

“O futuro do milho diminuiu com o bom tempo no cinturão agrícola do Meio-Oeste, enquanto a demanda por etanol à base de milho permaneceu letárgica. O consumo de etanol não atendeu às previsões dos analistas, apesar de cinco semanas de aumento na produção e queda nos estoques, disseram analistas”, comenta Christopher Walljasper da Reuters Chicago.

A Administração de Informações de Energia dos Estados Unidos disse que a produção de etanol à base de milho aumentou 41.000 barris por dia na última semana, enquanto os estoques de etanol caíram.

“A melhora no consumo de etanol ficou aquém das expectativas, mas ainda está indo na direção certa”, disse Terry Reilly, analista sênior da Futures International.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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