Preços do milho se valorizam no Brasil apesar do avanço na colheita

Publicado em 30/06/2020 16:30 e atualizado em 01/07/2020 09:20 1104 exibições
Chicago sobe 4% após boletim do USDA, mesmo patamar acumulado em junho

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A terça-feira (30) chega ao final com os preços do milho subindo no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças.

Já as valorizações apareceram em Palma Sola/SC (1,18% e preço de R$ 43,00), Pato Branco/PR (2,40% e preço de R$ 42,70), Ubiratã/PR (2,47% e preço de R$ 41,50), Rio Verde/GO, Jataí/GO, Sã Gabriel do Oeste/MS e Amambaí/MS (2,70% e preço de R$ 38,00), Campinas/SP e Porto de Santos/SP (4,00% e preço de R$ 52,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, o mercado físico do milho está em alta com o produtor mais cauteloso na negociação e a puxada do dólar nos últimos dias. “Por outro lado, na medida em que a colheita avança, a disponibilidade do cereal também cresce no mercado interno”.

O Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) divulgou relatório apontando que a colheita da segunda safra de milho já foi finalizada em 31,56% das lavouras do Mato Grosso até a última sexta-feira (26). Tal crescimento representa avanço de 15,21 pontos percentuais em relação à semana passada.

A Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná divulgou, por meio do Departamento de Economia Rural (Deral), seu o relatório de plantio e das principais safras do estado.

O relatório semanal apontou que 5% das lavouras estaduais foram colhidas até a última segunda-feira (29). As áreas restantes se dividem com 51% já em maturação, 48% estão em frutificação e os 1% restantes ainda em floração.

B3

Os preços futuros do milho tiveram outro dia positivo na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam acréscimos entre 0,81% e 2,77% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 48,49 com alta de 2,30%, o setembro/20 valia R$ 46,32 com ganho de 2,21%, o novembro/20 era negociado por R$ 48,61 com valorização de 2,77% e o janeiro/21 tinha valor de R$ 50,05 com elevação de 0,81%.

Além de acompanhar o avanço dos trabalhos de colheita nas principais regiões produtoras, os contratos do cereal brasileiro também sofrem influência das movimentações cambiais, com o dólar operando durante a maior parte do dia em alta.

Por volta das 16h29 (horário de Brasília), a moeda americana era cotada à R$ 5,42 com alta de 0,42%.

Mercado Externo

Já na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços internacionais do milho futuro terminaram a terça-feira bem valorizados. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 12,25 e 15,75 pontos ao final do dia.

O vencimento julho/20 foi cotado à US$ 3,38 com ganho de 12,25 pontos, o setembro/20 valeu US$ 3,41 com alta de 12,75 pontos, o dezembro/20 foi negociado por US$ 3,50 com elevação de 15,75 pontos e o março/21 teve valor de US$ 3,61 com valorização de 15,75 pontos.

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última segunda-feira, de 3,68% para o julho/20, de 3,96% para o setembro/20, de 4,79% para o dezembro/20 e de 4,64% para o março/20.

Já na comparação mensal, os futuros do milho em Chicago acumularam altas de 4,00% para o julho/20, de 3,33% para o setembro/20, de 3,55% para o dezembro/20 e de 3,14% para o março/20, com relação ao fechamento do dia 29 de maio.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho em Chicago subiram quase 4% na terça-feira, depois que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou que os agricultores dos EUA plantaram 92 milhões de acres (37.231.079,086 hectares) de milho nesta primavera, um número que ficou abaixo do intervalo das expectativas dos analistas.

O valor de plantio de milho do USDA foi de cerca de 5 milhões de acres (2.023.428 hectares) abaixo da previsão de 31 milhões de acres (12.454.254 hectares) de 31 de março, a maior queda de março a junho desde 1983.

“Os acres de milho estavam bem abaixo das expectativas. Os produtores entraram na primavera com um mercado de baixa e muita incerteza. Realmente não vimos muita transição desses acres para a soja, que subiram apenas 300.000 em relação a março. É um pouco de mistério”, disse Brian Basting, analista da Advance Trading.

Os estoques de milho nos EUA em 1º de junho foram maiores do que o previsto, com 5,224 bilhões de bushels (132.689.600 hectares) em armazenamento, superando uma série de expectativas comerciais.

“O relatório de ações foi realmente um pouco negativo, mas ninguém se importou porque o relatório de plantios foi muito positivo”, disse Jack Scoville, do Price Futures Group.

De acordo com a publicação, os números de plantações menores do que o esperado para milho e soja compensam a pressão do clima favorável que reforçou as expectativas de produção agrícola em julho.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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