Milho fecha a quinta-feira registrando altos e baixos no Brasil

Publicado em 02/07/2020 16:35 e atualizado em 03/07/2020 09:15 686 exibições
Chicago recua após maiores altas do ano

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A quinta-feira (02) chega ao final com os preços do milho registrando quedas e altas no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações em Pato Branco/PR (1,16% e preço de R$ 42,70), Ubiratã/PR e Marechal Cândido Rondon/PR (1,19% e preço de R$ 41,50) e Eldorado/MS (1,25% e preço de R$ 39,50).

Já as valorizações apareceram nas praças de Palma Sola/SC (1,14% e preço de R$ 44,50), Londrina/PR (1,23% e preço de R$ 41,00) e Amambai/MS (2,63% e preço de R$ 39,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira.

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, as cotações do milho no mercado físico em São Paulo estão em alta. “O dólar, a maior demanda dos consumidores em meados desta semana e a cautela dos produtores dão o tom de valorização das cotações”.

Mesmo com o avanço dos trabalhos de colheita da segunda safra de milho nas principais regiões produtoras do Brasil os preços do cereal no mercado interno seguem elevados. O indicador do milho Esalq/BM&FBovespa, por exemplo, fechou a última quarta-feira (01) valendo R$ 49,51 a saca, com alta de 2,02% com relação ao dia anterior.

Segundo o analista de mercado da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini Ferreira, a colheita segue lenta e destina estes primeiros volumes para cumprir contratos já firmados de exportação, não deixando cereais disponíveis suficientes para abastecer o mercado interno.

Além disso, as empresas compradoras de milho, que evitavam adquirir novos lotes no aguardo de desvalorizações com a colheita, chegaram a seus limites e agora precisam retornar ao mercado em busca de novas compras.

B3

Os preços futuros do milho se movimentaram bastante ao longo desta quinta-feira na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações entre 0,32% negativo e 0,10% positivo por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 48,80 com estabilidade, o setembro/20 valia R$ 46,70 com queda de 0,32%, o novembro/20 era negociado por R$ 49,30 com ganho de 0,10% e o janeiro/20 tinha valor de R$ 50,50 com alta de 0,04%.

Na última quarta-feira, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas até o final do mês de junho.

Nestes 21 dias úteis do mês, o Brasil exportou 348.129,7 toneladas de milho não moído, um acréscimo de 307.107,8 toneladas com relação ao fechamento da terceira semana. Com isso, as exportações subiram mais de 1.296% de maio a junho, apesar de ainda ser 73,64% menor do que o mesmo de 2019.

Ferreira comenta que os volumes embarcados registraram uma recuperação forte nos últimos dias de junho e devem seguir crescendo em julho, agosto e setembro. Nos três últimos meses do ano, a concorrência com o milho norte-americano e ucraniano será mais forte e isso pode impactar no ritmo exportado brasileiro.

Mercado Externo

Já os preços internacionais do milho futuro registraram desvalorizações na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações operaram com movimentações negativas entre 5,75 e 7,00 pontos ao final do dia.

O vencimento julho/20 foi cotado à US$ 3,42 com queda de 5,75 pontos, o setembro/20 valeu US$ 3,43 com perda de 7,00 pontos, o dezembro/20 foi negociado por US$ 3,53 com desvalorização de 7,00 pontos e o março/21 teve valor de US$ 3,65 com baixa de 6,50 pontos.

Esses índices representaram quedas, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 1,72% para o julho/20, de 2,00% para o setembro/20, de 1,94% para o dezembro/20 e de 1,62% para o março/20.

Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho em Chicago caíram na quinta-feira, após fortes ganhos depois que o governo dos Estados Unidos informou que os agricultores haviam plantado menos do que o esperado em acres de milho.

“O mercado de milho manteve o ritmo de maior ganho em um ano, enquanto os investidores observavam as previsões do tempo. O milho em grande parte do Meio-Oeste dos EUA está entrando em seu estágio de polinização, particularmente sensível ao clima quente e seco”, aponta Christopher Walljasper da Reuters Chicago.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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