Milho segue subindo na B3 com escassa entrada de novos volumes no mercado

Publicado em 07/07/2020 11:56 e atualizado em 07/07/2020 16:50 802 exibições
Chicago cai com traders realizando lucros

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Os preços futuros do milho seguem contabilizando altas na Bolsa Brasileira (B3) nesta terça-feira (07). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,30% e 0,61% por volta das 11h42 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 49,75 com valorização de 0,61%, o setembro/20 valia R$ 47,35 com ganho de 0,51%, o novembro/20 era negociado por R$ 49,55 com elevação de 0,30% e o março/21 tinha valor de R$ 49,51 com alta de 0,63%.

De acordo com análise da Agrifatto Consultoria, as cotações do cereal seguem evoluindo no Brasil pressionadas por Chicago e pela ainda escassa entrada de novos volumes no mercado interno.

“Os movimentos de acomodação nos preços irão ocorrer. Para tal, dependerão da composição do fluxo de embarques na exportação e dos preços nos portos, e preços nos portos dependem dos valores na Bolsa de Chicago e do câmbio. Portanto, a volatilidade nestas duas variáveis determinará o perfil dos preços internos. Maior embarque e preços nos portos, maior sustentação interna. Acomodação dos preços externos e do cambio será uma combinação de pressão sobre os preços internos”, explica o analista da Safras & Mercado, Paulo Molinari.

Ainda segundo o analista, a maior preocupação no milho não está no segundo semestre, no qual não faltará milho internamente. “Porém, o primeiro semestre de 2021 necessita ter forte atenção dos consumidores, pois, estoques baixos de passagem e área de verão discreta podem novamente provocar altas agressivas nos preços no período”, afirmou.

Mercado Externo

Já os preços internacionais do milho futuro ainda operam em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira. As principais cotações registravam movimentações negativas entre 0,25 e 2,25 pontos por volta das 11h38 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à US$ 3,46 com perda de 0,25 pontos, o setembro/20 valia US$ 3,45 com queda de 1,25 pontos, o dezembro/20 era negociado por US$ 3,54 com desvalorização de 2,00 pontos e o março/21 tinha valor de US$ 3,65 com baixa de 2,25 pontos.

Segundo informações do site internacional Farm futures, condições de colheita melhores que as esperadas diminuíram as preocupações dos traders sobre as previsões de clima quente e seco e levaram a uma rodada de lucros nesta manhã.

O relatório de ontem constatou que as classificações de milho caíram 2% da semana anterior para 71% de boas a excelentes a partir de 5 de julho. O progresso da silagem continuou atrás da média de cinco anos de 16%, chegando a 10% da semana.

Além disso, as inspeções semanais de exportação de milho caíram quase 11,0 milhões de bushels para 37,9 milhões de bushels na semana que terminou em 2 de julho, de acordo com o último relatório de Inspeção para Exportação de Grãos do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

“O total de inspeções de exportação de milho de ontem pode colocar as exportações de milho em seu ritmo semanal mais fraco em três semanas”, afirma a analista Jacqueline Holland.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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