Itaú BBA: Produtor capitalizado e comercialização antecipada devem limitar queda de preços do milho em julho

Publicado em 09/07/2020 10:29 105 exibições

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O bom nível de capitalização do produtor rural, remunerado pelas vendas de grãos da safra de verão, e o estágio avançado da comercialização antecipada do milho segunda safra devem limitar a queda das cotações do cereal no Brasil em julho, segundo relatório mensal do Itaú BBA. "Adicionalmente, nosso cenário aponta para estoques de passagem em 2021 em níveis baixos no Brasil, o que também pode minimizar os impactos negativos sobre os preços", informou o banco. O Itaú BBA estima estoque final de milho na temporada 2019/20 de 10 milhões de toneladas, 1 milhão de toneladas a menos do que no fim da safra 2018/19.

A instituição financeira trabalha com perspectiva de produção de 100 milhões de toneladas em 2019/20, exportação de 34 milhões de toneladas (ante 41 milhões de t em 2018/19), e consumo interno de 68 milhões de toneladas (acima das 65 milhões de t no ciclo anterior).

Apesar da oferta restrita por parte dos produtores e de ser esperada quebra de produtividade nas lavouras de safrinha em relação ao previsto no início do plantio, o Itaú BBA considera que a chegada de um volume maior de cereal segunda safra ao mercado, em julho, "deve empurrar as cotações para níveis próximos da paridade de exportação, influenciando negativamente as cotações".

No mercado internacional, o banco trabalha com cenário de grande disponibilidade de milho nos Estados Unidos e os maiores estoques de passagem da história do país. Essa previsão já considera que o governo norte-americano tenha revisto, para baixo, sua estimativa de área plantada em 2020/21, o que deve reduzir os estoques finais em cerca de 20 milhões de toneladas ante a expectativa anterior, conforme estimativa do Itaú BBA. "Esse cenário, atrelado à boa safra esperada na Ucrânia e assumindo uma normalidade das exportações da Argentina, sugere que não há muito espaço para grandes altas adicionais às cotações de Chicago", disse o Itaú BBA. O quadro pode mudar se houver indícios de problemas que afetem a produção nos dois países do Hemisfério Norte, acrescentou o banco.

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Estadão Conteúdo

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