Preço do milho se valoriza no Brasil e em Chicago nesta quinta-feira

Publicado em 09/07/2020 16:42 e atualizado em 10/07/2020 09:52 980 exibições
Ritmo lento de colheita dá sustento às coações

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A quinta-feira (09) chega ao final com os preços do milho subindo no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas nenhuma desvalorização nas praças pesquisadas.

Já as valorizações apareceram em Londrina/PR (1,19% e preço de R$ 42,50), Ubiratã/PR e Marechal Cândido Rondon/PR (1,20% e preço de R$ 42,00), Eldorado/MS (1,27% e preço de R$ 40,00), Ponta Grossa/PR (2,22% e preço de R$ 46,00), Tangará da Serra/MT (2,94% e preço de R$ 35,00) e Campo Novo do Parecis/MT (3,03% e preço de R$ 34,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, o milho segue em valorização no mercado físico paulista e nas demais praças vizinhas. “O dólar, a cautela do produtor e o ritmo abaixo do esperado para a colheita são os fundamentos para a sustentação das cotações. As referências em Campinas-SP giram ao redor de R$50,00-R$51,00/sc, CIF, 30d”.

Segundo relatório mensal do Itaú BBA o bom nível de capitalização do produtor rural, remunerado pelas vendas de grãos da safra de verão, e o estágio avançado da comercialização antecipada do milho segunda safra devem limitar a queda das cotações do cereal no Brasil em julho.

B3

Os preços futuros do milho foram valorizados nesta quinta-feira na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 1,32% e 1,90% por volta das 16h14 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 51,16 com alta de 1,63%, o setembro/20 valia US$ 48,70 com valorização de 1,90%, o novembro/20 era negociado por US$ 50,20 com elevação de 1,62% e o janeiro/21 tinha valor de R$ 51,37 com ganho de 1,32%.

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou seu boletim de acompanhamento da safra brasileira de grãos para o mês de julho e apontou, para a segunda safra de milho, que o quadro climático apresentado na região Centro-Sul frustrou a segunda safra de milho, pois, com exceção de algumas regiões, as lavouras não conseguiram expressar todo o seu potencial produtivo.

Apesar disso, o rendimento abaixo da safra passada, será compensado pelo incremento na área plantada em 6,6%, chegando assim ao total produzido de 73,5 milhões de toneladas, patamar considerado recorde para o Brasil e 0,5% maior do que a produção de 2018/19.

“As lavouras apresentam-se em avançado estágio de evolução, com a colheita já ocorrendo em vários estados. A expectativa, mesmo considerando as frustrações climáticas citadas, é de aumento na produção”, diz o relatório.

Sobre a safra verão, a Conab destaca que, a produção ficou em 25,6 milhões de toneladas, índice 0,3% menor do que o registrado na safra passada e os trabalhos de colheita já foram praticamente encerrados em todo o Brasil.

“Problemas climáticos na Região Sul prejudicaram o potencial produtivo das lavouras, sobretudo as do Rio Grande do Sul, reduzindo a produtividade média do país”.

Confira todas as informações sobre o boletim da Conab para o milho

Mercado Externo

Os preços internacionais do milho futuro também subiram nesta quinta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 2,25 e 3,00 pontos ao final do dia.

O vencimento julho/20 foi cotado à US$ 3,51 com valorização de 3,00 pontos, o setembro/20 valeu US$ 3,48 com elevação de 2,50 pontos, o dezembro/20 foi negociado por US$ 3,57 com alta de 2,75 pontos e o março/21 teve valor de US$ 3,66 com ganho de 2,25 pontos.

Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 0,86% para o julho/20, de 0,58% para o setembro/20, de 0,85% para o dezembro/20 e de 0,55% para o março/20.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho se fortaleceram, pois as previsões meteorológicas previam mais calor e secura no cinturão agrícola dos Estados Unidos no final deste mês. O posicionamento ajudou a apoiar os ganhos antes das perspectivas mensais de oferta e demanda de sexta-feira do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

“As previsões de clima quente e seco em partes do Meio-Oeste dos EUA nas próximas duas semanas sustentaram os mercados, à medida que mais da safra de milho está entrando em um estágio fundamental de desenvolvimento conhecido como polinização”, comenta Tom Polansek da Reuters Chicago.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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