Milho: 2ªfeira chega ao final com milho valorizado no Brasil

Publicado em 27/07/2020 16:48 575 exibições
Chicago cai após clima favorável nos EUA

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A segunda-feira (27) chega ao final com os preços do milho mais altos no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças.

Já as valorizações apareceram em Porto Paranaguá/PR (1,02% e preço de R$ 49,50), Londrina/PR (1,18% e preço de R$ 43,00), Ubiratã/PR e Marechal Cândido Rondon/PR (1,19% e preço de R$ 42,50), Eldorado/MS (1,25% e preço de R$ 40,50), Rio Verde/GO (1,30% e preço de R$ 39,00), Itapetininga/SP (2,13% e preço de R$ 48,00), Amambaí/MS (2,70% e preço de R$ 38,00), Tangará da Serra/MT (2,78% e preço de R$ 37,00), Brasília/DF (5,41% e preço de R$ 39,00), Porto Santos/SP (6% e preço de R$ 53,00) e Campinas/SP (6,93% e preço de R$ 54,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, a dinâmica do mercado físico do milho teve poucas alterações nos últimos dias. “O principal driver continua sendo o dólar. Mesmo com a colheita da safrinha a todo vapor, o produtor está capitalizado e por isso cadencia melhor a oferta no mercado”.

Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal apontando que, o baixo volume de chuvas registrado nas duas últimas semanas contribuiu para acelerar a maturação das lavouras de milho de segunda safra.

“Além disso, o clima tem favorecido a colheita na maior parte das regiões. No geral, a disponibilidade do cereal varia de acordo com a região, o que resulta em movimentos de preços também diferentes dentre as praças”.

Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, as altas acabaram sendo mais representativas, sustentando a média no mercado disponível (negociações entre as empresas). Já na região consumidora de Campinas (SP), referência para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, os preços recuaram, influenciados pelo menor interesse de compradores, que têm adquirido lotes de Goiás, Mato Grosso e do Triângulo Mineiro.

Assim, entre 17 e 24 de julho, o Indicador recuou 0,36%, fechando a R$ 49,25/saca de 60 kg na sexta-feira, 24. 

B3

Os preços futuros do milho também subiram nesta segunda-feira na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,59% e 1,85% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento setembro/20 era cotado à R$ 48,89 com alta de 1,85%, o novembro/20 valia R$ 50,36 com ganho de 1,12%, o janeiro/21 era negociado por R$ 51,10 com elevação de 0,59% e o março/21 tinha valor de R$ 51,25 com valorização de 1,18%.

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas até o final da quarta semana de julho.

Nestes 18 dias úteis do mês, o Brasil exportou 2.736.073,8 toneladas de milho não moído, volume 1.005.052,7 toneladas maior do que o registrado até a terceira semana, acréscimo de 58% nos últimos cinco dias úteis. Com isso, a média diária de embarques ficou em 152.004,1 toneladas.

Em comparação ao mesmo período do ano passado, a média de exportações diárias ficou 41,01% menor do que as 257.671,8 do mês de julho de 2019. Em termos financeiros, o Brasil exportou um total de US$ 444.210,9 milhões no período, contra US$ 1,018 bilhão de julho do ano passado, queda de 44,30%.

Já o preço por tonelada obtido registrou decréscimo de 5,57% no período, saindo dos US$ 171,90 do ano passado para US$ 162,4 neste mês de julho.

O analista de mercado da Céleres Consultoria, Anderson Galvão, destaca ainda que o milho brasileiro segue muito barato em função do câmbio e tem espaço para atender mais do mercado internacional, já que a área cultivada nos Estados Unidos foi reduzida ante as expectativas iniciais.

De janeiro a junho, os principais destinos do milho brasileiro foram Taiwan (24%), Japão (13%), Irã (11%), Vietnã (9,5%) e Egito (8,4%). Já nas origens, o cereal brasileiro exportado veio, em sua maioria, do Mato Grosso (48,2%), seguido de Rio Grande do Sul, Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Mercado Externo

Já para os preços internacionais do milho futuro, a segunda-feira foi de perdas na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações negativas entre 0,50 e 1,25 pontos ao final do dia.

O vencimento setembro/20 foi cotado à US$ 3,25 com desvalorização de 1,25 pontos, o dezembro/20 valeu US$ 3,34 com baixa de 0,50 pontos, o março/21 foi negociado por US$ 3,45 com queda de 0,50 pontos e o maio/21 teve valor de US$ 3,52 com perda de 0,75 pontos.

Esses índices representaram quedas, com relação ao fechamento da última sexta-feira, de 0,31% para o setembro/20, de 0,30% para o dezembro/20, de 0,29% para o março/21 e de 0,28% para o maio/21.

Segundo informações da Agência Reuters, o futuro do milho diminuiu à medida que temperaturas amenas e chuvas oportunas em todo o cinturão agrícola do Meio-Oeste foram vistas aumentando as perspectivas da safra, que atualmente está em seu estágio crucial de polinização.

A publicação destaca que, os mercados de grãos permanecem focados no clima dos Estados Unidos, que tem sido amplamente favorável, além de bolsões de seca.

“A chuva é favorável para as lavouras. As temperaturas são favoráveis. É isso que nos impede de reagir diante da demanda chinesa”, disse Don Roose, presidente da US Commodities.

Analistas consultados pela Reuters esperam que as condições de milho permaneçam estáveis ​​no relatório semanal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que deve ser divulgado ainda nesta segunda-feira.

“O mercado também permanece alerta para as compras de grãos para alimentos da China, com os futuros de milho Dalian subindo para um recorde na segunda-feira, com sinais de aperto no fornecimento doméstico de milho”, aponta Karl Plume, da Reuters Chicago.                                                                                                                                           

                

Tags:
Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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