Preço do milho sobe no Brasil nesta 4ªfeira e “não mostra espaço para quedas”

Publicado em 12/08/2020 16:43 e atualizado em 13/08/2020 09:29 1156 exibições
Chicago registra altas após novos números do USDA

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A quarta-feira (12) chega ao final com os preços do milho no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças.

Já os ganhos apareceram em Castro/PR, Palma Sola/SC, Cândido Mota/SP, Pato Branco/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Ubiratã/PR, Cascavel/PR, Cafelândia/PR, Eldorado/MS, Jataí/GO, Rio Verde/GO (1,19% e preço de R$ 42,50), Campinas/SP (1,79% e preço de R$ 57,00), Porto Paranaguá/PR, Não-Me-Toque/RS, Panambi/RS, Maracaju/MS, Brasília/DF, Campo Grande/MS e São Gabriel do Oeste/MS (2,44% e preço de R$ 42,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, as cotações do mercado físico do milho estiveram em uma escalada de alta nos últimos dias. “A retenção do produtor e o dólar forte colaborando para os embarques foram os fatores que impediram qualquer baixa durante a colheita da safrinha”.

O analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, destaca que 85% da segunda safra de milho já foi colhida no Brasil e mesmo assim os preços seguem sustentados.

“Temos 70% da produção já vendida, então restam cerca de 22 milhões de toneladas disponíveis nas mãos dos produtores que, neste momento, estão capitalizados. No Mato Grosso, por exemplo, a saca vira entre R$ 35,00 e R$ 40,00 que são patamares recordes. O mercado segue favorável ao produtor e não mostra muito espaço para queda”, diz Brandalizze.

B3

Os preços internacionais do milho futuro operaram durante todo o dia subindo na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,02% e 1,64% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento setembro/20 era cotado à R$ 56,28 com valorização de 1,64%, o novembro/20 valia R$ 56,00 com elevação de 1,08%, o janeiro/21 era negociado por R$ 56,30 com ganho de 0,77% e o março/21 tinha valor de R$ 55,30 com alta de 0,02%.

Assim como os contratos futuros do cereal brasileiro, o dólar também operou positivo durante todo o dia. Por volta das 16h43 (horário de Brasília), a moeda americana subia 1,46% e era cotada à R$ 5,45.

Mercado Externo

Já os preços internacionais do milho futuro começaram o dia em baixa, mas encerraram a quarta-feira subindo na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 3,00 e 3,75 pontos ao final do dia.

O vencimento setembro/20 foi cotado à US$ 3,14 com alta de 3,00 pontos, o dezembro/20 valeu US$ 3,27 com valorização de 3,75 pontos, o março/21 foi negociado por US$ 3,38 com elevação de 3,50 pontos e o maio/21 teve valor de US$ 3,46 com ganho de 3,25 pontos.

Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 0,96% para o setembro/20, de 1,24% para o dezembro/20, de 0,90% para o março/21 e de 0,87% para o para o maio/21.

Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho da Bolsa de Valores de Chicago subiram na quarta-feira, uma vez que a cobertura vendida e a realização de lucros surgiram depois que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) confirmou as expectativas de grandes safras.

O USDA, em um relatório mensal, disse que os fazendeiros norte-americanos colherão sua maior safra de milho, já que o clima favorável do verão conduziu as safras através das principais fases de desenvolvimento. A agência elevou suas estimativas de estoque final para as safras, embora os estoques de milho tenham caído mais do que os analistas esperavam.

“Para o número final dos estoques ficar um pouco abaixo das expectativas comerciais, mesmo com um número de rendimento ligeiramente acima das expectativas comerciais, esse é um relatório um pouco amigável para o milho”, disse Ted Seifried, estrategista-chefe de mercado agrícola do Zaner Group .

O relatório estimou a safra de milho dos Estados Unidos em 388,08 milhões de toneladas, após esperar 381,02 milhões em julho. Já a produtividade subiu de 186,72 para 190,77 sacas por hectare neste reporte de agosto. 

Os estoques finais de milho da nova safra dos EUA são esperados agora em 70,01 milhões de toneladas, contra 67,26 milhões de toneladas do boletim de julho. 

Confira mais detalhes sobre o relatório do USDA

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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