Milho: 5ªfeira de altas com saca à R$ 63,00 em Campinas e R$ 59,00 em Paranaguá

Publicado em 20/08/2020 16:41 1201 exibições
Chicago tem leves perdas de olho no rendimento das lavouras

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A quinta-feira (20) chega ao final com os preços do milho em alta no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças.

Já as valorizações apareceram em Cândido Mota/SP, Brasília/DF, Pato Branco/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Ubiratã/PR, Londrina/PR, Eldorado/MS, Porto Paranaguá/PR (1,72% e preço de R$ 59,00), Ponta Grossa/PR, Panambi/RS, Não-Me-Toque/RS, Jataí/GO, Rio Verde/GO, Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT, Campinas/SP (3,33% e preço de R$ 62,00), Amambaí/MS e Itapetininga/SP.

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, os negócios no mercado físico estão praticamente vazios, com a insegurança do produtor retendo o cereal e a alta do câmbio.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado segue com muita demanda e pouca oferta. Mesmo com Chicago em queda, as cotações no porto estão entre R$ 57,00 e R$ 58,00 para entregas em agosto/setembro/outubro e em até R$ 59,00 para contratos de janeiro/fevereiro.

“O comprador segura até atingir o preço que ele quer e quando chega nesse patamar ele pula fora. Essa foi uma semana caracterizada pela ausência de vendedores”, comenta Brandalizze.

B3

Os preços futuros do milho operaram durante toda a quinta-feira subindo na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações entre 0,67% e 1,37% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento setembro/20 era cotado à R$ 60,40 com ganho de 0,94%, o novembro/20 valia R$ 59,91 com elevação de 1,28%, o janeiro/21 era negociado por R$ 59,80 com alta de 0,67% e março/21 tinha valor de R$ 59,10 com valorização de 1,37%.

Mercado Externo

Já a Bolsa de Chicago (CBOT) registrou novas perdas para os preços internacionais do milho futuro nesta quinta-feira. As principais cotações registraram movimentações negativas de 0,50 pontos ao final do dia.

O vencimento setembro/20 foi cotado à US$ 3,24 com desvalorização de 0,50 pontos, o dezembro/20 valeu US$ 3,39 com baixa de 0,50 pontos, o março/21 foi negociado por US$ 3,52 com queda de 0,50 pontos e o maio/21 teve valor de US$ 3,60 com perda de 0,50 pontos.

Esses índices representaram baixa, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 0,31% para o setembro/20, além de estabilidade para o dezembro/20, para o março/21 e para o maio/21.

Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros do milho diminuíram, uma vez que os comerciantes definiram os danos recentes da tempestade contra as perspectivas geralmente fortes para os rendimentos da colheita.

“Os futuros do milho caíram, mas as perdas foram limitadas, já que fortes estimativas de safras em estados como Illinois, Indiana e Nebraska superam os danos, enquanto os exploradores revisavam os campos de Iowa devastados pela tempestade na quarta e quinta-feira”, diz Christopher Walljasper da Reuters Chicago.

A publicação destaca ainda que, alguns analistas acreditam que o mercado não absorveu totalmente o impacto da tempestade sobre o transporte de milho. “Será que perder 400 milhões de bushels vale apenas 25 centavos? Não acho que seja”, disse John Zanker, analista de mercado da Risk Mgt Commodities, que recentemente passou por Iowa.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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