Preço do milho segue subindo nesta 5ªfeira e mantém tendência de alta

Publicado em 01/10/2020 16:56 e atualizado em 02/10/2020 09:23 954 exibições
Chicago se valoriza após bons números de exportação dos EUA

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A quinta-feira (01) chega ao final com os preços do milho mais altos no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças.

Já as valorizações apareceram em Cafelândia/PR (0,91% e preço de R$ 55,50), Campinas/SP (1,52% e preço de R$ 67,00), Palma Sola/SC (1,75% e preço de R$ 58,00), Cascavel/PR (1,79% e preço de R$ 57,00), Rio Verde/GO (1,85% e preço de R$ 55,00), Brasília/DF (3,77% e preço de R$ 55,00), São Gabriel do Oeste/MS (6,80% e preço de R$ 55,00) e Dourados/MS (7,14% e preço de R$ 60,00).

Confira com ficaram todas as cotações nesta quinta-feira.

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, o mercado físico do milho está em tendência de alta em São Paulo. “Os negócios nos portos puxam as bases de preços para cima, enquanto as cooperativas já trabalham com preços ascendentes”.

Pensando no mês de outubro, a SAFRAS & Mercado analisa que o mercado brasileiro de milho começa o mês com preços em alta, sustentado pelo quadro de escassez de oferta interna. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago estende o tom positivo da última sessão.

“O mercado brasileiro de milho registrou preços firmes no Brasil novamente. Com a alta na Bolsa de Chicago para o cereal, as cotações ganharam ainda mais motivo para avançarem, com a oferta encolhendo nas principais regiões de comercialização”, comenta o consultor da SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari.

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B3

Os preços futuros do milho operaram em alta durante a maior parte do dia na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,06% e 0,64% por volta das 17h28 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 66,49 com elevação de 0,06%, o janeiro/21 valia R$ 66,94 com valorização de 0,22%, o março/21 era negociado por R$ 66,80 com altade 0,53% e o maio/21 tinha valor de R$ 63,25 com ganho de 0,64%.

As movimentações cambiais também atuaram para sustentar as cotações do cereal brasileiro. Por volta das 17h33 (horário de Brasília), o dólar era cotado à R$ 5,65 com alta de 0,73%.

Segundo o gerente de consultoria agro do Itaú BBA, Guilherme Bellotti, não há espaço para grandes quedas nos preços do milho no país. Mesmo que haja algumas quedas, os patamares ainda permanecerão muito razoáveis ao produtor.

O analista aponta que, neste momento, o produtor brasileiro não tem pressão para vender o estoque residual da sua safra, o que somado a uma exportação que deve fechar o ciclo em torno de 35 milhões de toneladas, pode resultar em estoques de passagem bastante apertados, como já foi visto no início deste ano.

Sendo assim, Bellotti acredita que nem mesmo a chegada de volumes da safra verão deva influenciar os preços do cereal, que só devem sentir uma pressão maior com a chegada da segunda safra de 2021.

Enquanto isso, as movimentações vão ficar na dependência das flutuações cambiais do dólar ante ao real e na velocidade com que o produtor irá disponibilizar novos volumes no mercado interno.

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Mercado Externo

A quinta-feira também foi de ganhos para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações positivas de 3,75 pontos ao final do dia.

O vencimento dezembro/20 foi cotado à US$ 3,82 com valorização de 3,75 pontos, o março/21 valeu US$ 3,92 com alta de 3,75 pontos, o maio/21 foi negociado por US$ 3,97 com elevação de 3,75 pontos e o julho/21 teve valor de US$ 4,01 com ganho de 3,75 pontos.

Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 0,79% para o dezembro/20, de 1,03% para o março/21, de 1,02% para o maio/21 e de 1,01% para o julho/21.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho surgiram com ganhos moderados após lutar contra uma sessão agitada na quinta-feira. O otimismo das exportações após um conjunto otimista de dados de vendas do USDA esta manhã ajudou a desencadear algumas compras técnicas, mas a pressão de colheita e a ameaça de realização de lucros limitaram os ganhos.

As vendas de exportação de milho alcançaram 79,8 milhões de bushels (2,026 milhões de toneladas) na semana passada, bem acima das estimativas do comércio que variaram entre 31,5 milhões e 55,1 milhões de bushels (entre 800.100 e 1,399 milhão de toneladas). Os destinos desconhecidos (muitas vezes trocados para a China) responderam por mais de um terço desse total, com 27,6 milhões de bushels (701.040 toneladas).

Já os embarques de exportação de milho foram mais modestos em 29,5 milhões de bushels (749.300 toneladas). A China foi o destino número 1, com 7,4 milhões de bushels (187.960 toneladas).

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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