Preço do milho termina a semana valorizado no Brasil de olho na janela para safrinha

Publicado em 16/10/2020 16:47 e atualizado em 17/10/2020 08:53 1087 exibições
Chicago tem leves perdas com vendas técnicas

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A sexta-feira (16) chega ao fim com os preços do milho seguindo seu caminho de alta no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças.

Já as valorizações apareceram em Londrina/PR, Campinas/SP, Não-Me-Toque/RS, Panambi/RS, Palma Sola/SC, Cândido Mota/SP, Pato Branco/PR, São Gabriel do Oeste/MS, Marechal Cândido Rondon/PR, Cascavel/PR, Ubiratã/PR, Eldorado/MS, Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT, Cafelândia/PR, Porto Santos/SP, Campo Grande/MS, Jataí/GO, Rio Verde/GO, Itapetininga/SP, Luís Eduardo Magalhães/BA e Maracaju/MS.

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira

De acordo com analise da Agrifatto Consultoria, o dólar firme e a valorização nas cotações externas mantêm o milho em alta no Brasil. “O apetite externo segue grande, não à toa, o prêmio pago pelo milho nos portos brasileiros já chegou à casa dos US$ 1,55/bu, valorizando mais de 80% nos últimos três meses”.

B3

Os preços futuros do milho registraram ganhos na Bolsa Brasileira (B3) ao longo de toda a sexta-feira. As principais cotações registravam movimentações positivas entre 2,34% e 3,08% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 75,90 com ganho de 2,71%, o janeiro/21 valia R$ 75,95 com alta de 2,79%, o março/21 era negociado por R$ 74,40 com elevação de 2,34% e o maio/21 tinha valor de R$ 68,70 com valorização de 3,08%.

As flutuações cambiais também deram sustentação aos contratos do cereal brasileiro durante todo o dia. Por volta das 16h14 (horário de Brasília), o dólar subia 0,59% e era cotado à R$ 5,64.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o atraso no plantio da safra de soja no Brasil já começa a estrangular a janela para o cultivo do milho segunda safra e os investidores começam a se proteger no mercado.

“O dólar também faz com que as cotações brasileiras na exportação fiquem melhores. Hoje as condições para embarque em dezembro/janeiro estão em R$ 69,00 e para fevereiro estão em R$ 70,00. Então o mercado interno segue mais firme e obriga ao consumidor ter que pagar um pouco mais”, comenta.

Mercado Externo

Já os preços internacionais do milho futuro foram perdendo força ao longo do dia e encerraram o último dia da semana em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações negativas entre 0,50 e 1,75 pontos ao final do dia.

O vencimento dezembro/20 foi cotado à US$ 4,02 com desvalorização de 1,75 pontos, o março/21 valeu US$ 4,07 com baixa de 1 ponto, o maio/21 foi negociado por US$ 4,08 com queda de 0,75 pontos e o julho/21 teve valor de US$ 4,08 com perda de 0,50 pontos.

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 0,25% para o dezembro/20, de 0,25% para o março/21, de 0,24% para o maio/21 e de 0,24% para o julho/21.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam valorizações de 1,77% para o dezembro/20, de 1,24% para o março/21 e de 0,49% para o maio/21, além de perda de 0,24% para o julho/21 na comparação com a última sexta-feira (09).

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho testaram ganhos modestos na sexta-feira, mas enfraqueceram à medida que a sessão avançava, com a fraqueza do spillover da soja e a pressão da colheita definindo a mesa para algumas vendas técnicas.

Ainda nesta sexta-feira, exportadores privados relataram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 5,0 milhões de bushels (127 mil toneladas) de milho para entrega ao México durante a campanha de comercialização de 2020/21, que começou em 1º de setembro.

O USDA também informou que as vendas de milho para a semana encerrada em 8 de outubro caíram 47% semana a semana e 63% abaixo da média das quatro semanas anteriores, para 25,8 milhões de bushels (655.320 toneladas). 

Os analistas geralmente esperavam uma aquisição maior, com estimativas de comércio que variaram entre 23,6 milhões e 47,2 milhões de bushels (599.440 e 1,198 milhão de toneladas). Os totais acumulados para o ano comercial de 2020/21 permanecem bem à frente do ritmo do ano passado, com 176,9 milhões de bushels (4,493 milhões de toneladas).

Reveja outras informações desta semana sobre o milho:

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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