Milho fecha 3ªfeira novamente em alta e B3 volta a ultrapassar os R$ 98,00
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A terça-feira (26) chega ao fim com os preços futuros do milho se sustentando no lado positivo da Bolsa Brasileira (B3) e acumulando mais um dia de subidas para as principais cotações.
O vencimento maio/22 foi cotado à R$ 95,17 com valorização de 1,54%, o julho/22 valeu R$ 95,76 com alta de 1,01%, o setembro/22 foi negociado de R$ 96,86 com ganho de 1,16% e o novembro/22 teve valor de R$ 98,31 com elevação de 1,25%.
Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, os preços do milho no Brasil são beneficiados pelos problemas no plantio da safra dos Estados Unidos e o mercado de porto hoje está em R$ 95,00 para entrega curta e já batendo os R$ 100,00 para o final do ano.
“Voltou a ter negócios com muita gente negociando milho no interior, já teve negócios do milho FOB no Paraná ao redor dos R$ 90,00 e o mercado está andando. Já tem milho garantido vindo aí, que escapou da faze crítica de maturação e vai ser colhido em maio e começo de junho e isso fez as vendas voltarem”, diz Brandalizze.
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No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho também teve um dia de elevações. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou desvalorização apenas em Campo Novo do Parecis/MT. Já as valorizações apareceram em Ponta Grossa/PR, Ubiratã/PR, Londrina/PR, Cascavel/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Jataí/GO, Rio Verde/GO, Brasília/DF, São Gabriel do Oeste/MS, Eldorado/MS e Porto de Santos/SP.
Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira
De acordo com a análise diária da Agrifatto Consultoria, “com os negócios voltando a acontecer de maneira pontual, o milho está sendo negociado na casa dos R$ 88,00/sc em Campinas/SP”.
Na visão da SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho deve seguir com um ritmo de cautela nos negócios, em meio à recente escalada do dólar frente ao real, o que pode contribuir para alterações na base de preços nos portos.
O analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, destaca que, o mercado brasileiro de milho apresentou preços pouco alterados. “Há certa atenção ao câmbio, com a alta desse início de semana. Houve alguma melhora nas bases de preço nos portos, mas no geral não houve maiores alterações nas cotações".
Mercado Externo
Já a Bolsa de Chicago (CBOT) flutuou ao longo do dia e encerrou as atividades desta terça-feira com movimentações positivas para os preços internacionais do milho futuro.
O vencimento maio/22 foi cotado à US$ 8,03 com elevação de 3,00 pontos, o julho/22 valeu US$ 8,01 com alta de 3,50 pontos, o setembro/22 foi negociado de US$ 7,60 com ganho de 8,75 pontos e o dezembro/22 teve valor de US$ 7,43 com valorização de 9,50 pontos.
Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última segunda-feira (25), de 0,37% para o maio/22, de 0,38% para o julho/22, de 1,20% para o setembro/22 e de 1,23% para o dezembro/22.
Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho dos Estados Unidos subiram nesta terça-feira, apoiados por preocupações de que o clima adverso nas principais áreas de produção limitaria o tamanho das colheitas este ano.
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) disse que o plantio de milho estava 7% concluído em 24 de abril, abaixo da estimativa média dos analistas de 9% e da média de cinco anos de 15%.
“A campanha de plantio de milho nos EUA ainda tem tempo antes de prejudicar enormemente a produção potencial, mas os mapas de previsão são implacavelmente frios e úmidos”, disse Matt Zeller, diretor de informações de mercado da corretora StoneX, em nota aos clientes.
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