Petróleo cai com maior oferta prevista e redução de riscos no Oriente Médio
![]()
Por Erwin Seba
HOUSTON, 12 Fev (Reuters) - Os preços do petróleo caíram nesta quinta-feira devido à queda na demanda, ao recuo dos temores de um novo conflito no Oriente Médio e aos aumentos esperados na oferta.
Os futuros do petróleo Brent fecharam a US$67,52 por barril, com queda de US$1,88, ou 2,71%. O petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos (WTI) fechou a US$62,84 por barril, uma queda de US$1,79, ou 2,77%.
A demanda global por petróleo aumentará mais lentamente do que o esperado anteriormente este ano, disse a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta quinta-feira, ao mesmo tempo em que projetou um superávit considerável, apesar das interrupções que reduziram a oferta em janeiro.
Os índices de referência Brent e WTI reverteram os ganhos e passaram a negativos após o relatório mensal da IEA, depois de terem obtido apoio anteriormente devido às preocupações com o cenário entre os Estados Unidos e o Irã.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse ao deixar Washington que o presidente dos EUA, Donald Trump, parecia estar elaborando uma resolução para o conflito com o Irã sobre armas nucleares.
“O fato de o presidente Trump continuar a negociar com o Irã levaria a uma redução do risco geopolítico”, disse Andrew Lipow, presidente da consultoria Lipow Oil Associates.
A previsão da IEA apontou para uma redução “bastante significativa” na demanda para 2026, disse Lipow.
“Este mercado está antecipando um aumento na oferta da Venezuela”, disse ele.
(Reportagem de Erwin Seba em Houston, Enes Tunagur em Londres, Sam Li e Lewis Jackson em Pequim)
0 comentário
Produção de petróleo do Brasil em fevereiro bate recorde de 4,061 mi bpd, diz ANP
Europa pode enfrentar recessão se petróleo superar US$150, diz membro do BCE
Petrobras estuda aumentar meta de produção de diesel do plano de negócios, diz CEO
Petrobras eleva em 55% querosene de aviação; aéreas alertam para consequências "severas"
Mais de 80% dos estados aderem a subsídio a diesel importado
Governo discute novas ações para atenuar impactos da alta do petróleo, diz MME