Dólar e bolsa reagem a esfriamento de cenário externo e cautela com Previdência

Publicado em 26/02/2019 10:48 e atualizado em 26/02/2019 12:59
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Mercado de ações também sente peso de balanços corporativos e alta da Embraer

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Na gangorra diária de otimismo e pessimismo nas negociações de Estados Unidos e China, hoje os mercados reagem ao lado do segundo, adicionando ainda o cenário da economia americana. De influência brasileira, continua a Previdência lançando alertas enquanto o governo não mostrou o tamanho e o peso de sua base de apoio.

Dólar e Bovespa estão positivos na altura das 10h50 desta terça-feira (26). A moeda americana, que caiu ontem 0,13%, perdeu um pouco de força, e está em torno dos 0,18%, a R$ 3,750. 

E em dia com influência de balanços, o Ibovespa margeia a alta moderada os 0,15% a 0,20% e o Ibovespa Futuro, que abriu menor, também esta para cima, mas perto da estabilidade, em 0,7%.

Ontem os investidores estiveram mais propensos ao risco com a anunciada prorrogação das negociações sino-americanas e talvez pelo excesso de otimismo, mais notícias de irritações chinesas com a passagem de navios americanos pelo estreito de Taiwan, hoje esfriaram.

A ida de Jerome Powell, chairman do Federal de Reserve (FED), ao Congresso ficará monitorada com os agentes ansiosos sobre dubiamente anunciada política monetária mais frouxa, em meio a uma nova bateria de dados econômicos dos Estados Unidos que devem sair ao longo do dia. Entre eles, já se espera queda em dados das habitações, importante porque mede diretamente a atividade econômica.

Com esses componentes mais realização de lucros, os índices futuros da bolsa americana estão em queda. As ações também fecharam em queda na Ásia.

Já o barril do petróleo em Londres, em sentido contrário, reage à queda da segunda.

Da cena nacional, os investidores aguardam definições do governo quanto à sua sustentação no Congresso enquanto se deparam com declarações que mostram as dificuldades na aprovação da reforma. Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, saiu já dizendo, entre outros pontos, da dificuldade da aprovação da Capitalização, como está proposta. E servidores públicos que ganham mais já têm apoio do STF para tentar lobby contra a manutenção de contribuição mais alta como a apresentada pelo governo.

Por: Giovanni Lorenzon
Fonte: Notícias Agrícolas

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