Governo estuda redução de tarifas de importação para conter preços, diz Paulo Guedes

Publicado em 29/10/2020 14:14 295 exibições

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira que o governo está preparado para zerar tarifas de importação em caso de elevação de preços, a exemplo do que fez com o arroz, de forma a preservar a recuperação da economia.

"Já estamos estudando quais as tarifas de importação que vão descer porque nós queremos justamente facilitar a retomada do crescimento", afirmou Guedes em audiência pública em comissão do Congresso.

"Começou a subir demais o preço do arroz? Zero tarifa de arroz. Vai começar a subir soja, óleo de soja? Zero a tarifa de importação", acrescentou o ministro.

Ele afirmou que a iniciativa do governo de reduzir as tarifas de importação de arroz "travou" o preço do produto, ainda que em patamar alto. "Agora a safra vem aí, mas dois, três meses, e ele vai começar a ceder de novo, e tudo bem", disse Guedes.

Imposto para bancar desoneração está morto, diz Paulo Guedes

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BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, indicou nesta quinta-feira que um imposto digital para bancar a desoneração da folha de pagamento das empresas mirando a geração de empregos no país está morto, pouco tempo após apontar a sua necessidade.

"Do meu ponto de vista o imposto está morto, não tem imposto nenhum, não tem desoneração, não tem como fazer", afirmou ele em audiência pública no Congresso.

"Inclusive o presidente, toda vez que o assunto levanta, ele justamente fala 'olha ou tem uma coisa certa, segura e está feita, ou não existe esse imposto'".

Guedes disse que, sem fonte de receita, ele não poderia então apoiar nenhuma desoneração da folha. O Congresso ainda não apreciou o veto presidencial à prorrogação da desoneração da folha de 17 setores por mais um ano.

Em sua fala, o ministro disse que o novo imposto digital possibilitaria que a desoneração fosse feita de maneira ampla e por prazo indeterminado.

A criação de um imposto sobre transações, nos moldes da extinta CMPF, estava nos planos de Guedes desde a campanha presidencial como alternativa para diminuir o custo da contratação formal no Brasil.

Durante a mesma audiência nesta quinta-feira, Guedes havia sinalizado antes que a instituição de um novo imposto digital para bancar a desoneração da folha das empresas era uma necessidade.

O ministro, inclusive, voltou a relacionar o novo tributo a um ambiente em que o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, o Pix, já estará operacional.

"Está vindo aí uma infovia digital, está vindo o Pix aí, ele vai permitir essas transferências ocorrerem em velocidade fulminante. Todo mundo dizendo: nova CPMF. É o contrário, você não precisa nem ir no banco, já vai direto a transferência, não tem nada a ver com CPMF", disse.

"Nós vamos ter que ter um imposto digital mesmo", completou o ministro, afirmando que isso virá para diminuição de outros tributos, rumo à desoneração da mão de obra no país e "futuro melhor".

Mais cedo neste mês, o ministro defendeu um imposto amplo sobre transações, afirmando que ele se justifica pelo uso de uma infovia digital para os pagamentos, grátis para todos os brasileiros, em contraposição ao modelo de cobrança de tarifas pelos bancos pela realização de transferências.

Mas, diferentemente do que fez nesta quinta-feira, o ministro não chegou a mencionar nominalmente o Pix, que permite pagamentos instantâneos 24 horas por dia, todos os dias do ano, a um custo operacional significativamente mais baixo que o de modalidades já consolidadas no mercado, como transferências do tipo TED ou DOC e pagamentos por cartões de crédito e débito.

No início desta tarde, Guedes voltou a dizer que quem tem o timing para seguir adiante com as reformas é a política e destacou, especificamente quanto ao imposto digital, que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) financia estudos de outras pastas e de "ministro fura-teto" em oposição à criação do tributo.

Guedes disse que, quando o governo fala em fazer o "digitax", bancos agem correndo por meio da entidade.

"(A Febraban) financia até programa de estudo de ministro gastador para ver se enfraquece o ministro que defende acabar com esse privilegiozinho (cobrança por transferências), esse cartoriozinho", afirmou o ministro.

"A Febraban financia até estudos de outros ministérios que não têm nada a ver com a atividade dela, ela financia justamente no lobby de enfraquecimento do ministro que está segurando a barra, que não quer deixar esse cartório prosperar", completou.

Segundo Guedes, a entidade financia "ministro gastador para ver se fura-teto, para ver se derruba o outro lado".

Procurada pela Reuters, a Febraban não se manifestou imediatamente.

Contra imposto digital, Febraban financia ministro fura-teto, diz Guedes

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BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira que a Febraban, Federação Brasileira de Bancos, financia estudos de outras pastas e de "ministro fura-teto" em oposição à criação do imposto digital.

Ao participar de audiência pública no Congresso, Guedes disse que, quando o governo fala em fazer o "digitax", bancos agem correndo por meio da Febraban.

"(Febraban) financia até programa de estudo de ministro gastador para ver se enfraquece o ministro que defende acabar com esse privilegiozinho (cobrança por transferências), esse cartoriozinho", disse Guedes.

"A Febraban financia até estudos de outros ministérios que não têm nada a ver com a atividade dela, ela financia justamente no lobby de enfraquecimento do ministro que está segurando a barra, que não quer deixar esse cartório prosperar", completou.

Guedes disse ainda que a entidade financia "ministro gastador para ver se fura-teto, para ver se derruba o outro lado".

Retomada é em formato de V puro e criação de empregos está em ritmo impressionante, diz Guedes

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BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira que a retomada da economia não está sendo num formato de V da Nike como inicialmente aventou, mas "V mesmo", em referência a uma recuperação mais acelerada.

Em audiência pública no Congresso, Guedes disse ainda que a criação de empregos está se dando "a um ritmo bastante impressionante" e que espera que os dados do Caged de setembro, que serão publicados nesta tarde, sejam fortes.

Após classificar o auxílio emergencial como medida muito bem sucedida na crise, ele pontuou que o programa de transferência de renda para 2021 pode ser mais robusto desde que o governo lide corretamente com o teto de gastos, sem irresponsabilidade fiscal, ou pode ser o Bolsa Família.

Fonte:
Reuters

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