EUA recorrem de decisão que barrou mudanças no Serviço Postal antes da eleição

WASHINGTON (Reuters) - O Serviço Postal dos EUA (USPS), o chefe do órgão Louis DeJoy e o presidente norte-americano, Donald Trump, entraram com recurso nesta sexta-feira contra decisão de um juiz federal que suspendeu mudanças no serviço e exigiu medidas agressivas para garantir a entrega de cédulas antes da eleição presidencial de novembro, informou o Departamento de Justiça.
O governo disse que estava apelando de decisão liminar do juiz distrital Emmet Sullivan emitida no final de setembro em duas contestações legais. Sullivan instruiu o USPS a tomar "medidas extraordinárias" para garantir que milhões de cédulas fossem entregues pelo correio e que realizasse numerosas audiências sobre o status das cédulas.
Não estava imediatamente claro qual impacto o recurso teria neste estágio avançado, visto que os prazos finais para aceitar cédulas pelo correio para a eleição de novembro já acabaram. Joe Biden foi declarado presidente eleito pela Reuters e várias outras organizações de notícias.
A Casa Branca, o Departamento de Justiça e o USPS não comentaram imediatamente sobre o assunto na sexta-feira.
Sullivan também determinou varreduras duas vezes por dia para instalações do USPS que atendem aos Estados com prazos estendidos para recebimento de cédulas.
Em uma audiência no início deste mês, Sullivan disse que exigiria que DeJoy respondesse a perguntas sobre por que o serviço postal não conseguiu completar um rastreio ordenado pelo tribunal para votos não entregues.
Sullivan havia dito que DeJoy "ou terá que ser destituído ou comparecer perante mim e depor sob juramento sobre por que algumas medidas não foram tomadas".
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