Dólar salta mais de 1% com piora externa, em semana de cautela com ruídos fiscais

Uma piora nos mercados de risco no exterior catapultava o dólar a altas de mais de 1% ante o real nesta quarta-feira, com investidores ajustando posições após quedas recentes da moeda.
Às 16:03, o dólar avançava 1,23%, a 5,1923 reais na venda, depois de ter caído 0,81%, a 5,0875 reais, na mínima da sessão, atingida logo no começo do pregão. No atual ritmo, a cotação ruma para a maior alta percentual diária desde 20 de novembro.
O dólar futuro saltava 1,44%, a 5,1900 reais.
No exterior, o índice do dólar frente a uma cesta de moedas subia 0,27%, a caminho da maior alta diária em um mês e afastando-se da mínima em dois anos e meio tocada no fim da semana passada.
Pares do real como peso mexicano, rand sul-africano e rublo russo também perdiam terreno.
Em Wall Street, o índice S&P 500 caía 1%, se distanciando de máximas recordes, com o sentimento afetado por incertezas sobre as negociações acerca de novos estímulos nos EUA. No Brasil, o Ibovespa cedia 0,9%.
O mercado brasileiro de câmbio deu uma pausa nesta semana depois de fortes quedas do dólar desde as eleições norte-americanas, no começo de novembro, com analistas citando também a renovação de ruídos fiscais como um argumento para a postura mais conservadora, num contexto em que as boas notícias sobre o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19 no mundo parecem estar no preço.
Muitos investidores que venderam o dólar a cotações mais elevadas estavam recomprando após o declínio recente.
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