Ações europeias fecham em maior patamar em seis semanas com expectativa de estímulo da China
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Por Sruthi Shankar e Johann M Cherian
(Reuters) - As ações europeias fecharam em seus níveis mais altos em seis semanas nesta segunda-feira, lideradas por ações de mineração e de luxo, após uma nova promessa de estímulo à economia chinesa em desaceleração.
O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,14%, a 521,22 pontos, e registrou sua oitava sessão consecutiva de ganhos.
Mineradoras expostas à China subiram 3,2% e o índice registrou sua maior alta diária em mais de um mês depois que o Politburo foi citado como tendo dito que o país, o principal consumidor de metais, adotará uma política monetária "adequadamente frouxa" no próximo ano como parte de medidas de apoio ao crescimento econômico, marcando a primeira mudança no sentido de afrouxamento desde 2010.
As ações de empresas de luxo que obtêm uma parcela substancial de suas receitas da China, como a LVMH e a Kering, subiram mais de 3% cada uma, elevando o índice de referência da França pelo oitavo dia consecutivo.
Ele fechou em alta de 0,7%, reduzindo ainda mais suas quedas anuais para menos de 1%.
Entretanto, a incerteza política prevaleceu, com o presidente Emmanuel Macron ainda sem nomear um novo primeiro-ministro, enquanto o Reunião Nacional, de extrema direita, sofreu uma derrota surpreendente em uma eleição suplementar no final do domingo.
"Com a proposta (do ex-primeiro-ministro Michel Barnier) de impostos corporativos mais altos agora com baixa probabilidade de avançar, parece ter havido um alívio temporário às ações, disse Prashanth Manoharan, chefe de consultoria de execução para Europa, Oriente Médio e África da Liquidnet.
"Dito isso, o quadro geral continua desafiador. Os desafios econômicos subjacentes da França permanecem, com um déficit significativo e nenhum orçamento aprovado em vigor."
Enquanto isso, as ações do setor de energia também subiram 2,1%, acompanhando os preços do petróleo após a queda do presidente sírio Bashar al-Assad aumentar temores de maior instabilidade em uma região já dominada pela guerra.
O índice aeroespacial e de defesa da Europa caiu 1,3%, atingindo o nível mais baixo em uma semana.
Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,52%, a 8.352,08 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,19%, a 20.345,96 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,72%, a 7.480,14 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,55%, a 34.559,83 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,50%, a 12.011,50 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,29%, a 6.354,93 pontos.
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