Banco Central da China manterá política monetária acomodatícia à medida que desafios persistem
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PEQUIM (Reuters) - O banco central da China disse nesta terça-feira que manterá uma política monetária "apropriadamente frouxa", mantendo a liquidez ampla enquanto aperfeiçoa a transmissão de sua política monetária, uma vez que a economia ainda enfrenta riscos e desafios.
O Banco Popular da China (PBOC) manterá a liquidez ampla e os preços em níveis razoáveis e reduzirá os custos dos passivos dos bancos e do financiamento social, disse a instituição em seu relatório de implementação da política monetária do terceiro trimestre.
A China deve divulgar os dados de crédito de outubro nesta semana e outros indicadores de atividade econômica, como vendas no varejo, produção industrial e investimentos, na sexta-feira.
A previsão é de que todos esses números sejam mais fracos do que os de setembro, o que confirmaria dados anteriores que sugeriam que a economia perdeu um pouco de impulso em meio à demanda interna persistentemente fraca e às tarifas dos EUA.
O PBOC disse, sem detalhar, que ajustará as políticas anticíclicas e intercíclicas em resposta a mudanças na situação econômica e financeira e monitorará as mudanças nas políticas monetárias dos principais bancos centrais do exterior.
"Atualmente, há muitas instabilidades e incertezas externas, com a ordem econômica e comercial internacional enfrentando sérios desafios", disse o banco central.
"O impulso do crescimento econômico global é insuficiente, as principais economias estão apresentando desempenhos divergentes e a economia da China ainda enfrenta inúmeros riscos e desafios."
O banco central manterá uma paridade razoável entre os vários tipos de taxas de juros, incluindo sua taxa básica de juros e as taxas de mercado, as taxas de depósito dos bancos e as taxas de empréstimo, afirmou.
"A manutenção de uma paridade razoável entre as taxas de juros é essencial para a transmissão eficaz da política monetária", disse o banco central.
Os formuladores de políticas chineses se abstiveram de estímulos agressivos este ano e mantiveram um controle firme sobre a moeda iuan, apesar da guerra comercial com os Estados Unidos e de uma prolongada crise imobiliária, que pesou muito sobre a confiança dos consumidores e das empresas.
O PBOC manteve as taxas de juros estáveis por cinco meses, em parte devido à resiliência das exportações, conforme a segunda maior economia do mundo tem se esforçado para diversificar seus mercados de exportação, afastando-se dos EUA.
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, concordaram, no final do mês passado, em reduzir suas tarifas e pausar uma série de outras medidas por um ano, mas os produtos chineses destinados aos EUA ainda enfrentam pesadas taxas e economistas alertam que as tensões comerciais persistirão.
(Reportagem redação de Pequim e Kevin Yao)
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