Ibovespa testa 158 mil pontos pela 1ª vez em meio a balanços, ata do Copom e IPCA
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SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa ultrapassou os 158 mil mil pontos pela primeira vez na história nesta terça-feira, completando a 15ª alta seguida, com o noticiário corporativo ocupando as atenções, incluindo uma bateria de resultados trimestrais, além da ata da última decisão de juros do Banco Central e do IPCA de outubro.
Por volta de 12h55, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,49%, a 157.570,59 pontos, tendo chegado a 158.467,21 pontos na máxima até o momento, como avanço das blue chips Petrobras e Itaú Unibanco endossando novos recordes. O volume financeiro somava R$14,3 bilhões.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reforçou na ata da reunião da semana passada, quando manteve a Selic em 15%, ter maior convicção de que uma manutenção da taxa nesse patamar por período bastante prolongado fará com que cumpra o objetivo de levar a inflação à meta de 3%.
Mas também escreveu no documento que dados de inflação seguem indicando uma dinâmica mais benigna que o esperado, e que passou a ver também alguma melhora na inflação de serviços. E removeu o trecho da ata de setembro que dizia que os núcleos de inflação se mantinham acima do valor compatível com a meta.
Na visão de economistas do Bradesco, a comunicação adotada pelo BC sugere que está sendo construído o espaço necessário para o início do ciclo de cortes na Selic no começo do próximo ano. Os economistas do banco reiteraram previsão de corte de 0,25 ponto percentual em janeiro e estimam a taxa em 12% no final de 2026.
O IBGE também divulgou nesta terça-feira que o IPCA subiu 0,09% em outubro, após alta de 0,48% no mês anterior. No acumulado de 12 meses até outubro, o IPCA teve alta de 4,68%. Os números vieram abaixo do estimado por analistas em pesquisa da Reuters de alta de 0,16% em outubro e de 4,75% em 12 meses.
"O resultado de outubro confirma um processo de desinflação mais consistente, com surpresas baixistas concentradas em bens e administrados", avaliou a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, citando que a difusão se manteve em 52% e as medidas de núcleo de inflação mostraram novo arrefecimento.
Após os dados, ela revisou a projeção para a alta do IPCA no ano de 4,9% para 4,6%, "com expectativa de que a inflação continue convergindo de forma gradual à meta, sustentada por efeitos defasados da política monetária, estabilidade cambial e comportamento mais benigno dos alimentos".
DESTAQUES
- PETROBRAS PN subia 3% e PETROBRAS ON avançava 3,27%, embaladas pela alta do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent tinha alta de 1,33%.
- ITAÚ UNIBANCO PN avançava 1,41%, em dia otimista no setor, com BRADESCO PN valorizando-se 1,99%, BANCO DO BRASIL ON subindo 2,19% e SANTANDER BRASIL UNIT mostrando acréscimo de 1,1%.
- BTG PACTUAL UNIT subia 2,48% após o maior banco de investimentos da América Latina reportar resultado acima das previsões de analistas para o terceiro trimestre do ano, marcado por lucro e receitas recordes. O retorno ajustado anualizado sobre o patrimônio líquido médio alcançou 28,1%.
- BRASKEM PNA disparava 12,69% em meio à avaliação do resultado do terceiro trimestre, enquanto investidores também monitoram noticiário envolvendo a participação da Novonor na companhia. A petroquímica também fechou acordo com Alagoas prevendo pagamento de R$1,2 bilhão.
- NATURA ON desabava 16,2% após prejuízo recorrente de R$119 milhões no terceiro trimestre, em meio a pressões sobre receita e rentabilidade, aliadas ao aumento das despesas financeiras líquidas. A receita líquida caiu 3,8% na base anual sob câmbio constante e queda de 13,1% em reais.
- MBRF ON subia 5,7%, mesmo após o balanço do terceiro trimestre mostrar lucro líquido de R$94, queda de 62% na comparação com o mesmo período do ano passado, principalmente por um recuo da performance dos ativos herdados da BRF.
- LOCALIZA ON ganhava 4,56%, endossada pelo alívio nas taxas dos contratos de DI após a ata do Copom e o IPCA, enquanto agentes aguardam o balanço da empresa de aluguel de veículos e gestão de frotas na próxima quinta-feira.
- PORTO SEGURO ON cedia 4,49%, tendo no radar o lucro líquido de R$832 milhões no terceiro trimestre, uma redução de 5,3% ano a ano. O grupo cortou a perspectiva para a receita da vertical da Porto Serviço no ano de 2025 para o intervalo de R$2,4 bilhões a R$2,6 bilhões.
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