Comércio da UE continua sofrendo com tarifas dos EUA e concorrência chinesa, mostram dados
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FRANKFURT, 13 Fev (Reuters) - O superávit comercial da União Europeia continuou diminuindo, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, uma vez que as tarifas pesam sobre as exportações para os Estados Unidos e o aumento das importações chinesas ofusca a produção doméstica, destacando ameaças existenciais ao modelo econômico do bloco.
As mudanças nas relações comerciais e políticas com as maiores potências mundiais vêm pressionando a Europa há anos, e os líderes se reuniram mais uma vez na quinta-feira para debater maneiras de sobreviver à rivalidade econômica agressiva dos EUA e da China.
O superávit comercial da União Europeia caiu para 12,9 bilhões de euros em dezembro, ante 13,9 bilhões um ano antes, com as vendas de máquinas e veículos, motor do crescimento das exportações há anos, continuando em queda, e as vendas de produtos químicos também apresentando recuo.
As exportações para os EUA, o maior mercado de exportação do bloco, caíram 12,6% em relação ao ano anterior, reduzindo o superávit em um terço, para 9,3 bilhões de euros, enquanto o déficit comercial do bloco com a China aumentou de 24,5 bilhões para 26,8 bilhões de euros.
As exportações têm sido voláteis desde que os EUA anunciaram uma série de tarifas no início de 2025, mas, suavizando essa volatilidade, a tendência mostra vendas significativamente menores, já que os preços mais altos forçam os importadores norte-americanos a reduzir as compras ou adquirir seus produtos em outros lugares.
Economistas afirmam que levará anos para a Europa recuperar esse mercado perdido, deixando uma grande lacuna na economia, já que as exportações líquidas têm sido o principal pilar do crescimento e a zona do euro agora enfrenta anos de expansão pouco acima de 1% ao ano.
Ainda assim, a economia doméstica parece estar resiliente ao choque comercial por enquanto, já que os investimentos relacionados à IA e o consumo doméstico estão ganhando força, mantendo o crescimento do PIB em uma taxa modesta, mas ainda respeitável.
No último trimestre de 2025, a zona do euro cresceu 0,3%, em linha com a estimativa preliminar, informou a Eurostat em um comunicado separado.
Em outro sinal promissor, o emprego na zona do euro cresceu 0,2% em relação ao trimestre anterior, mantendo-se estável em relação aos três meses anteriores.
Algum otimismo também é alimentado pelo aumento dos gastos domésticos, particularmente na Alemanha, onde o governo está elevando os investimentos em defesa e infraestrutura, duas áreas há muito negligenciadas.
Esses gastos estão demorando a ganhar ritmo, mas já devem elevar os números do segundo trimestre e atingir velocidade máxima até o final do ano.
(Reportagem de Balazs Koranyi)
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