Em MS, Índios rasgam decisão da Justiça de reintegração de posse

Publicado em 02/06/2013 22:14 e atualizado em 03/06/2013 17:44 2969 exibições
A seguir, confira as principais notícias divulgadas pela imprensa sobre os conflitos envolvendo indígenas e produtores rurais em MS

Cerca de 200 indígenas estiveram no sepultamento do índio terena Oziel Gabriel, morto no dia 30 de maio, em confronto entre policiais e indígenas, durante reintegração de posse da Fazenda Buriti, em Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande. As lideranças terena disseram que vão fazer uma assembleia na tarde de hoje para discutir a situação, mas já adiantaram que não pretendem deixar a área, descumprindo ordem judicial.

“Para nós, esse mandado de reintegração não tem validade”, disse ao G1 o cacique Argeu Reginaldo. Durante o ritual, os índios entoaram cantos até o sepultamento. A imprensa não foi autorizada a acompanhar a cerimônia e ficou do lado de fora do cemitério.

O  mandado de reintegração de posse foi expedido no domingo (2), pela Justiça Federal em Campo Grande. Conforme despacho, a Funai e o Ministério Público Federal (MPF) deveriam ser oficiados com urgência, ontem, da decisão judicial. O G1 entrou em contato com as assessorias dos órgãos, que não responderam se receberam a intimação sobre a reintegração de posse.

Abaixo, veja uma imagem do G1 de índios rasgando a cópia de mandado de reintegração de posse de fazenda. E leia a notícia na íntegra no site do G1 MS

Índios contestam reintegração de fazenda em MS - G1

Correio do Estado exibe gravação com índio atirando contra policiais em MS

Um indígena ainda não identificado aparece atirando contra a polícia no conflito que durou oito horas e terminou com a morte de Oziel Gabriel, de 35 anos, ontem (30), na Fazenda Buriti, em Sidrolândia (MS). Nas imagens gravadas pela PM, ele aparece usando acessório semelhante a um abafador auditivo e abre fogo em direção aos policiais. Depois de atirar, o indígena corre. Clique no link abaixo e veja os vídeos com as imagens e ainda algumas fotos:

>> Índio atirando contra a polícia em MS

 

Para petistas, tragédia com índios em MS era previsível

Congressistas do PT disseram à Folha que alertaram o governo sobre os riscos de conflito no processo de demarcação de terras indígenas no Mato Grosso do Sul.

Petistas dizem ter levado aos ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e José Eduardo Cardozo (Justiça) um diagnóstico da situação.

Veja a notícia na íntegra no site da Folha de S. Paulo

Índios dizem que vão permanecer em fazenda invadida em MS

Sidrolândia - MS

Os índios terena que invadiram a Fazenda Buriti, em Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande, dizem que vão permanecer na área, mesmo com a ordem judicial de desocupação, determinada pela Justiça Federal em Campo Grande. A informação é de lideranças indígenas que estão na propriedade e de Elizur Gabriel, irmão do indígena Oziel Gabriel, morto durante conflito policial no dia 30 de maio.

O corpo de Oziel, que estava sendo velado desde sábado (1°), foi sepultado nesta segunda-feira (3), por volta das 11h (horário de MS), no cemitério da aldeia Córrego do Meio

O mandado de reintegração de posse foi deferido no domingo (2), pela juíza federal Raquel Domingues do Amaral. No despacho, foi estabelecido prazo de 48 horas para que a Fundação Nacional do Índio (Funai)  faça a retirada pacífica dos índios, sob pena de descumprimento de R$ 1 milhão por dia de descumprimento.

Veja a notícia na íntegra no site do G1 MS

Para conter invasões e manter ordem em MS, Famasul pede tropas federais

A Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) está pedindo o envio de tropas federais para conter a onda de ocupações indígenas em propriedades rurais e manter a ordem no Estado.

Em nota oficial divulgada no sábado (1º) e assinada pelo presidente da entidade, Eduardo Riedel, a federação aponta que é inadmissível o ambiente de guerra entre índios e não índios instalado no Estado e que está preocupada pela situação de conflito e o crescente número de invasões.

Leia a notícia na íntegra no site do Agrodebate.

 

Para índios, fazendeiros romperam acordo primeiro ao acionar Justiça

Sidrolândia-MS

 A segunda-feira começou tensa na região de Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti. Neste domingo, além da fazenda Cambará, outras três foram invadidas: São Sebastião, Lindoia e Vassoura. A justificativa dos índios terena é clara, a trégua estabelecida na reunião com o CNJ (Comissão Nacional de Justiça), no sábado, foi abaixo depois que o proprietário da fazenda Buriti entrou e teve deferido o segundo pedido de reintegração de posse.

Na fazenda Cambará, de propriedade de Vanth Vanni Filho, cerca de 40 índios entraram por volta das 13h neste domingo. O produtor registrou boletim de ocorrência dizendo temer pela sua vida e dos funcionários que iriam deixar a fazenda. Até a noite de ontem, as outras três propriedades da área foram ocupadas. Contando com a Buriti e a fazenda Santa Helena, ocupada desde o final de abril, são seis fazendas tomadas na região.

Leia a reportagem na íntegra no site Campo Grande News

Índios vencem dono de fazenda com 'tortura psicológica'

Aquidauana-MS

“Eles fazem terror psicológico, ficaram a noite toda em movimentação ao redor da casa, tocando tambores e fazendo barulho, pra ninguém dormir”. A frase é do proprietário rural Nilton Carvalho da Silva Filho, 59 anos, que deixou ontem (01), a sede da Fazenda Esperança depois de resistir por duas noites às ameaças de invasão por parte de índios terena.

Essa foi a segunda sede de fazenda invadida em menos de 30 dias, no Estado, aumentando o impasse entre índios e produtores rurais. Dessa vez, cerca de 80 índios terena pintados para a guerra, e armados com lanças e arcos e flechas, ocuparam a sede da fazenda que fica no distrito de Taunay, no município de Aquidauana - distante 130 quilômetros da Capital.

Veja a notícia na íntegra no site do Correio do Estado.

 

Fazendeiro diz que saída foi vitória indígena e acredita em novas invasões

Aquidauana - MS

“Foi uma vitória para eles”. Na fala do produtor rural Nilton Carvalho da Silva Filho, os índios se viram vitoriosos com a saída dele da fazenda Esperança, invadida nesta sexta-feira e podem com isso ocupar outras propriedades. Segundo a Famasul (Federação Agricultura e Agropecuária de Mato Grosso do Sul), o Estado tem hoje 62 fazendas invadidas, 10 só em Sidrolândia e sete e Dois Irmãos do Buriti. 

Hoje pela manhã, ele, familiares e funcionários deixaram a fazenda e seguiram para Aquidauana. “É um momento de muita tensão, não quero entrar no mérito da discussão, mas tenho documento para comprovar que a terra é minha e tomar as medidas judiciais”, disse Nilton.

Em conversa por telefone com o proprietário da fazenda Buriti, Ricardo Bacha, o fazendeiro disse que os índios se dissiparam e que acredita em novas invasões ainda hoje.

Veja a notícia na íntegra no site do Campo Grande News

 

Índios vão ignorar decisão da Justiça e permanecer em terras ocupadas

Sidrolândia- MS

Os índios prometem ignorar a decisão da Justiça, que determinou nova reintegração de posse até amanhã (3), e ameaçam permanecer na Fazenda Buriti, em Sidrolândia – a 79 quilômetros de Campo Grande. Eles voltaram às terras menos de 24 horas depois da reintegração cumprida pela Polícia Federal na quinta-feira (30).

“Estamos com firmeza nas nossas decisões. Queremos as terras demarcadas e não dá para ficar ouvindo assunto de multas. Existe um povo que deve ser olhado”, disse o líder indígena Alberto Terena sobre a decisão da juíza federal substituta em plantão, Raquel Domingues do Amaral.

Neste domingo (2), a juíza estabeleceu multa diária de R$ 1 milhão para a União e a Funai (Fundação Nacional do Índio) se os terenas não desocuparem a área em 48h. O prazo se esgota nesta terça-feira (3).

Leia a reportagem na íntegra no site Midiamaxnews

 

Por rapidez em “pacificação” em MS, presidente Dilma pede ajuda à igreja

Sidrolândia- MS

O Governo Federal acredita que a rapidez com que foi feita a o processo de desocupação da fazenda Buriti, em Sidrolândia, foi culminante para que houvesse conflito e acirramento na disputa entre índios e fazendeiros.

A informação foi publicada neste domingo (2) pelo jornal O Estado de São Paulo, que também apontou que presidente Dilma Roussef pediu rapidez aos seus auxiliares nos trabalhos de pacificação no Mato Grosso do Sul. Ela teria ficado chocada com a morte do índio Oziel Gabriel.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, foram escalados para articular acordos a partir desta segunda-feira (3), a fim de suspender momentaneamente as reintegrações de posse no Brasil.

Leia a reportagem na íntegra no site Campo Grande News

 

Justiça determina nova reintegração de posse da fazenda Buriti em MS

Sidrolândia-MS

A Justiça Federal determinou, neste domingo (2), nova reintegração de posse da fazenda Buriti, em Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande. Conforme a decisão da juíza federal substituta em plantão Raquel Domingues do Amaral, a União e a Fundação Nacional do Índio (Funai) têm 48 horas para retirar, de forma pacífica, os índios da etnia terena que ocupam a propriedade.

No despacho, a juíza federal fixou, em caso de descumprimento da ordem judicial, multas de R$ 1 milhão – por dia – para a União e de 1% sobre o valor da causa ao líder da comunidade indígena Buriti e ao coordenador local da Funai.

Leia a reportagem na íntegra no site G1

 

Índios rompem trégua e entram na fazenda Cambará, em Sidrolândia

Sidrolândia-MS

Cerca de 40 índios ocuparam por volta das 13h deste domingo (2) a fazenda Cambará na estrada Geraldo Correa da Silva, região de Sidrolândia, distante 71 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com a cozinheira da propriedade, Rosa Leite Ferreira, o marido dela, Leonel Olmedo Ximenez, capataz da fazenda, estava no local junto com o filho, quando os índios chegaram dizendo para eles saírem da sede da propriedade.

“Eles ainda tentaram tirar algum gado, mas os índios não deixaram". Segundo ela, o grupo disse que está retomando as terras para vingar a morte de Oziel Gabriel, de 35 anos, morto na última quinta-feira (30) durante a reintegração de posse da fazenda Buriti.

O proprietário da fazenda, Vanth Vanni Filho, de 53 anos, registrou boletim de ocorrência nesta tarde dizendo que por temer por sua vida e dos seus funcionários iria deixar o local sem questionamento.

Leia a reportagem na íntegra no Campo Grande News

Fonte:
Notícias Agrícolas

13 comentários

  • EDMILSON JOSE ZABOTT PALOTINA - PR

    A SOCIEDADE ORGANIZADA PRECISA PARTICIPAR MAIS ATIVAMENTE DESTA LUTA EM FAVOR DO SETOR PRODUTIVO . SABEMOS TODOS QUE INDIO NÃO COMPRA NADA DO COMERCIO E DA INDUSTRIA . INDIO SOMENTE GERA DESPESAS E MUITAS . AOS FUNCIONÁRIOS DO SETOR PRODUTIVO PRECISA TAMBEM ENTRAR NESTA LUTA , POIS AS DEMISSÕES IRÃO ACONTECER . OS PREFEITOS , VEREADORES DEVEM URGENTEMENTE COBRAR DE SEUS DEPUTADOS FEDERAIS , ESTADUAIS E GOVERNADORES UMA POSIÇÃO MAIS EFICIENTE E COM URGENCIA . POIS ELES SÃO OS RESPONSSAVEIS POR TUDO ISTO QUE VEM ACONTENCENDO (TROCA DE APOIO POLITICO X EMENDAR PARA AS PROXIMAS ELEIÇÕES INCLUI-SE AQUI ATÉ RURALISTAS )

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  • Sebastião Ferreira Santos Fátima do Sul - MS

    ESTOU COM O RODRIGO SAPIAGINSKI, POIS SOU CATÓLICO E À MAIS DE UM ANO DEIXEI DE IR À IGREJA E QUERO TAMBÉM ENGROSSAR A LISTA DE CAMPANHA PARA QUE A IGREJA CATÓLICA SEJA ESVAZIADA URGENTEMENTE PARA QUE ESSES PADRES E BISPOS COMUNISTAS POSSAM IR VIVER EM CUBA. PORQUE NOSSA TERRA É ABENÇOADA E NÃO CABE COMUNISTAS E TERRORISTAS!!!

    POVO BRASILEIRO OS PRODUTORES É QUE NA SUA MAIORIA SUSTENTA A IGREJA CATÓLICA E HOJE SÃO ATACADOS PELA MESMA. SERÁ QUE PRODUTOR NÃO É FILHO DE DEUS???

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  • Sebastião Ferreira Santos Fátima do Sul - MS

    AS ações são iguais as praticadas pelos comunas durante o período militar, portanto ao que tudo indica a Sra. Dilma é muito eficiente no que se refere a sua especialidade. Tudo que está acontecendo no MS é terrorismo e foi criado, incentivado, financiado e orientado pelo governo federal.

    Agora entidades ligadas ao setor rural fica se reunindo para buscar apoio do governo federal que é quem ordena as ações de terror!!!

    Então chefes da FAMASUL E CNA, o que fazer agora, recorrer a quem?

    Está claro e evidente que o governo é que comanda as invasões, vocês vão ou não apoiar e enfrentar junto aos produtores ou vão fracassar???

    SÓ A ORGANIZAÇÃO E A UNIÃO COM AÇÕES A ALTURA DO QUE MERECEM ESSES TERRORISTAS É QUE ACABARÁ COM ESSES ATOS DE TERROR!!!!!!!!!!

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  • Rodrigo Marcelo Sapiaginski Sorriso - MT

    Católicos! A CNBB por meio de seu porta-voz disse que os índios são brasileiros e tem direito a terra. E nós somos o que? Estrangeiros? Vamos boicotar as missas para que a Igreja reze somente aos índios, quem sabe dessa forma a CNBB também reconheça os produtores do Brasil também como brasileiros e merecedores da terra que alguns adquiriram a mais de 100 anos.

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  • Izabel Lima Mococa - SP

    Absurdo, onde nosso país vai chegar??? E não vai ser fácil colocar o Brasil nos eixos com tanta bolsa que vem por aí...Quero ver quem vai sobrar para trabalhar e bancar tanta justiça social!!!

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  • HAROLDO FAGANELLO Dourados - MS

    Sempre tive vontade de gritar bem alto que o PT é um partido que esconde os grandes BANDIDOS E INIMIGOS DO BRASIL PRODUTIVO E PROSPERO, mas tinha um pouco de receio pelo sucesso nas urnas. Agora com esse posicionamento ridículo e covarde em relação à questão indígena deixe-me desabafar. CAMBADA DE IMBECÍS, CORRUPITOS,BANDIDOS E COVARDES, AS PROXIMAS ELEIÇÕES TE ESPERAM...

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  • Alberto Maria Bento Dourados - MS

    Percebe-se que a mobilização por parte dos indígenas é algo maior até mesmo que as antigas marchas dos sem terra, estão ancorados em especialistas em revoluções e provavelmente financiados por quem tem o claro interesse em desestabilizar o agronegócio em uma das regiões mais prosperas do Brasil,mobilizam-se as lideranças indígenas atraindo centenas de indivíduos de outras aldeias no intuito de formar uma gigantesca invasão ou mesmo manifestação, as diversas aldeias existentes são solidárias umas as outras no movimento revolucionário pela terra, a morte do indígena durante a ação de reintegração era tudo que não podia ocorrer..primeiro porque era um ser humano e perdeu sua vida e depois porque passa aos olhos do mundo de que nós do agronegócio somos monstros, é preocupante não só para os ruralistas como também para grande parte da sociedade, a queda de empregos rurais e da geração de impostos proporcionada pela produção agrícola será gritante, só mesmo o governo federal através de uma politica rápida e eficiente pode estancar esse inicio de guerra civil,que DEUS NOS AJUDE !

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  • Laércio Campos Brasilia - DF

    Peço a todos que votem na Sra. Dilma na próxima eleição, votem no PT.

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  • Daniela Kunkel Bom Jesus - PI

    A intenção da sra. juíza é correto, demonstra que a justiça ainda é superior a várias instituições públicas de nosso país, mas apesar disso a grande mídia das massas populares e das cidades ainda noticia o produtor rural que tem suas terras tomadas pelos índios como sendo o vilão da história, enquanto os índios que empunharam armas não tiveram pudor nenhum em utiliza-las são os mocinhos....... até quando isso vai durar????? Qual é a segurança que temos em continuar a produzir se toda hora é um problema que envolve a segurança de nossas terras.

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  • Cássio Medeiros Correa Dourados - MS

    Estamos bem perto de nos tornarmos o próximo Oriente Médio (Uma terra que derramará muito sangue e ódio). Acredito que já somos. Isto que estão fazendo em Sidrolândia é um absurdo. Todos estes indios tem que ir pra cadia junto com esse lixo da Funai. Eles não respeitam mais nada, a polícia tem que impor seu respeito e mostrar sua função social. Chega!!!

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  • Telmo Heinen Formosa - GO

    Eu gostaria de ver demonstrada a eficácia de uma determinacao, seja de quem for, ordenando uma multa de 1 milhão de R$ contra a União.

    Hoje em dia a união constitui-se de larápios, corruptos, ambientalóides, indigenistas, adeptos de LGBT e afins.

    Meu Deus do Céu!!!

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  • Edison tarcisio holz Terra Roxa - PR

    se não cumprirem sra. juiza mande os responsaveis da funai e do cimi pra cadeia só assim os indios não serão forçados a desobedeserem ordem judicial

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  • Geraldo P N Junior Marília - SP

    Parabéns a Dra. Raquel-Juiza Federal. Ninguém está acima da Lei, decisão judicial é para ser cumprida ou contestada por meios próprios. A desobediência a ordem judicial é atentado contra a própria justiça, deixa de ser crime apenas contra o proprietário individual.

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