"Não fizemos nada": Presidente da Funai diz que não tomou nenhuma providência em relação aos agricultores assassinados no RS

Publicado em 15/05/2014 17:21 780 exibições

"Nós não fizemos nada", foi a resposta dada pela Presidente da Funai, Guta Assirati, ao ser perguntada pelo Deputado Osmar Serraglio sobre que providência a Funai teria tomado em relação ao assassinato dos dois agricultores no Rio Grande do Sul. No último dia 28 de abril, os irmãos Anderson e Alcemar Souza foram perseguidos por índios e mortos a pauladas, golpes de facão e tiros de escopeta. 

Uma semana depois do crime, os Deputados Osmar Serraglio, relator da Comissão Especial da #PEC215, e Afonso Florence, que preside a Comissão, estiveram na Funai a convite da própria presidente, Guta Assirati, para discutir a Proposta de Emenda Constitucional. Num dado momento da reunião Serraglio perguntou à Guta: "Que atitudes a Funai até agora tomou em relação às mortes que aconteceram no Rio Grande do Sul?". Ouviu-se um momento de silêncio sepulcral após o qual Guta teria dito: "Não, nós não fizemos nada".

"Mas, nada?", retrucou Serraglio estupefato. "O que o Sr. queria que eu fizesse?", retrucou Guta. "Que verificasse", respondeu Serraglio. "Não temos poder de polícia", disse Guta encerrando o assunto.

Dois dias depois da conversa entre Guta e Serreglio a Polícia Federal prendeu cinco índios kaingang acusados de envolvimento no duplo homicídio.

O diálogo foi relatado pelo próprio Osmar Serraglio na última sexta feira (9), dois dias depois da prisão dos índios, durante audiência pública da Comissão Especial em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Depois que Guta Assirati assumiu a presidência da Funai com essa postura de não fazer nada seis cidadãos não indígenas já foram assassinados. Três por índios tenharim, no Amazonas; um pela milícia de indigenóides tupinambá, na Bahia e os dois irmãos no Rio Grande do Sul.

Fonte:
Blog Questão Indígena

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