Troca de comando na FPA pode afetar a Questão Indígena

Publicado em 05/11/2014 09:22 e atualizado em 06/11/2014 10:33 1075 exibições
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O Deputado Federal Luiz Carlos Heinze deve deixar a presidência da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) na próxima legislatura. Heinze é um dos parlamentares que mais tem lutado por mudanças nas leis que tratam das demarcações de terras indígenas e manteve o assunto na pauta da FPA nos últimos anos. O nome mais cotado para substituí-lo é o do Deputado Marcos Montes, do PSD de Minas Gerais. A troca de comando na FPA pode ser decisiva para deslinde da Questão Indígena.
Ao contrário de Heinze, o mandato de Montes pertence a um partido, o PSD, que faz parte da base do governo Dilma Rousseff. Além disso Montes vem de um estado onde os problemas com as demarcações da Funai afetam poucos produtores. Tanto a demarcação da Terra Indígena Kaxixó, em Pompéu e Martinho Campos, quanto a ampliação da Terra Indígena Xackriabá, em São João das Missões, constituem um problema muito menor do que as demarcações no Rio Grande do Sul, estado de Heinze.
Marcos Montes é um dos melhores representantes que o agronegócio elegeu para a próxima legislatura. Jovem, inteligente, culto, intelectualmente articulado e de mente aberta, Montes tem os olhos nas pautas que modernizam e engrandecem o agro e é exatamente por essa razão que ele pode tirar a questão indígena do debate. O provável novo presidente da FPA já avisou que a principal bandeira da entidade será a "valorização do setor".
Tratar de demarcação de terras indígenas, desmatamento na Amazônia e trabalho escravo são assuntos que, em geral, atam o agro ao passado, ao estigma do ruralismo e expõem o setor à crítica da militância urbana. É uma abordagem que desvaloriza o setor.
É muito melhor tratar de pautas como o papel do agro no desenvolvimento do Brasil e na alimentação do planeta, na abertura de mercados, na logística, ou como reduzir perdas ao longo das cadeias produtivas, seguros de safra e de renda, etc.
Marcos Montes tem razão. Não faz sentido manter as modernas fazendas brasileiras ligadas às traders ou a pecuária de ponta do triângulo mineiro sob fogo cerrado da militância urbana só porque o Sr. Ademir Maskoski e os irmãos Cerize perderão as terras deles para a máfia do indigenismo. Vão-se os Maskoskis e os Cerize, ficam-se os Maggi e os Batista. Noves fora, sai o agro valorizado.
Cotado para a vice presidência da FPA, o Deputado Nilson Leitão, do PSDB do Mato Grosso, é oposição ao governo e foi eleito como deputado mais votado do estado por sua atuação na questão indígena. Marcos Montes pode assumir as pautas edificantes do agro e deixar as pautas justas com o seu vice, ou pode transformar a FPA numa entidade pelega.
Outra opção é deixar a FPA na oposição com Nilson Leitão, do PSDB, ou o próprio Luiz Carlos Heinze, do PP, na presidência e assumi-la em 2018 com as pautas do atraso resolvidas e um governo edificante parceiro.
Marcos Montes é jovem, inteligente, culto, intelectualmente articulado e de mente aberta. Saberá o que fazer. 
Fonte:
Questão indígena

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1 comentário

  • Elmo Sanches Flumignan Londrina - PR

    Entendo que nao podemos compactuar com a opiniao de quem acha que " Não faz sentido manter as modernas fazendas brasileiras ligadas às traders ou a pecuária de ponta do triângulo mineiro sob fogo cerrado da militância urbana só porque o Sr. Ademir Maskoski e os irmãos Cerize perderão as terras deles para a máfia do indigenismo. Vão-se os Maskoskis e os Cerize, ficam-se os Maggi e os Batista. Noves fora, sai o agro valorizado."

    Existem muitas outras propriedades no Brasil ameaçadas pela mafia indigenista, e se nao encontrarem oposiçao, nao demora muito as dos "Maggi e Batista" tambem serao alvo da cobiça destes mafiosos. Por favor, se a forma de pensar dos futuros lideres da FPA for essa, estamos perdidos.

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