Grãos: Mercado enfrenta mais um pregão de volatilidade em Chicago

Publicado em 08/12/2011 14:45 e atualizado em 08/12/2011 17:11 463 exibições
Mais um dia de volatilidade para o mercado de grãos em Chicago. Nesta quinta-feira, após um fechamento negativo no pregão noturno, os futuros estenderam as perdas para a sessão regular, porém, logo passaram para o campo positivo.

Por volta das 15h23 (horário de Brasília), o vencimento janeiro/12 no mercado da soja era cotado a US$ 11,36 por bushel, com alta de 5 pontos. No milho, o dezembro/11 subia 4 pontos, cotado a US$ 5,86/bushel. Já no trigo, o cenário era cde cotações no misto, com o dezembro/11 negativo, o setemebro/12 positivo e os demais sem variação.

O que faz o mercado andar de lado, como dizem os analistas, são as expectativas no mercado financeiro e também quanto aos fundamentos.

No quadro macroeconômico, o que se espera são resultados concretos a serem anunciados por autoridades monetárias e chefes de estado da Europa sobre soluções para a crise no continente. Começou nesta quinta-feira (8) uma reunião de cúpula da União Europeia em Bruxelas e amanhã informações sobre novas medidas já devem ser anunciadas.

No entanto, apesar de saber que a solução para a crise europeia não deverá ser encontrada no curto prazo, os europeus estão sendo bastante exigidos. Hoje, o presidente francês Nicolas Sarkozy disse que "o risco de que a Europa exploda nunca foi maior. A Europa nunca foi tão exigida e nunca correu tanto perigo".

Já sobre os fundamentos, a expectativa maior está ao redor do relatório de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga também nesta sexta-feira.

De acordo com as projeções de alguns analistas, o departamento poderia trazer um aumento nos estoques finais norte-americanos da safra 2011/12 de soja. As reservas que em outubro foram estimadas em 5,3 milhões de toneladas, poderiam, em dezembro, chegar a 5,8 milhões. Caso esse número se confirme, apenas no terceiro trimestre, os estoques irão registrar uma alta de 1,5 milhão de toneladas.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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