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Soja: Produtores podem ter oportunidades de bons negócios no início de 2013

Publicado em 28/11/2012 16:51 e atualizado em 29/11/2012 11:54 2228 exibições
Os atuais preços da soja no mercado interno acompanham as altas de Chicago e registram bons patamares para os produtores brasileiros. Mesmo nos períodos mais críticos, onde as cotações internacionais recuaram, chegando a menos de US$ 14/bushel, a alta do dólar manteve os preços estabilizados. A saca de soja brasileira variam, em média R$ 65 a R$ 66. No Porto de Rio Grande, a média é de R$ 66,70/saca. 

Estes bons preços, que fizeram com que a comercialização da safra 2012/13 avançasse em um ritmo mais acelerado do que o da temporada anterior - já passa dos 50% -, refletem um tempo de oferta extremamente apertada e demanda mundial bastante aquecida sem dar sinais de desaquecimento. 

A produção nos Estados Unidos foi menor do que o projetado em função de uma das piores secas do país e os estoques norte-americano são historicamente baixos. 70% da produção já estão vendidos e, volume ainda disponível para ser comercializado é de pouco mais de 9 milhões de toneladas. 

"As exportações nos Estados Unidos são muito altas, o óleo já foi todo vendido que deveria ser exportado até 31 de agosto. Já acordo de donativos, acordos com muitos países do mundo que será preciso produzir mais óleo para vender, para atender os compromissos. Isso significa que vão diminuir os estoques de passagem, que já são muito baixos", disse Liones Severo, consultor de mercado. "Pelos meus cálculos, os estoques já estão zerados, sendo os menores de últimos tempos. E os menores estoques de todos os tempos quer dizer os melhores preços de todos os tempos", completou. 

Frente a isso, os olhos do mercado se voltam para a nova safra da América do Sul. As primeiras estimativas eram de uma safra recorde para o hemisfério Sul, com Brasil e Argentina, o segundo e terceiro maiores produtores e exportadores mundiais de soja, colhendo volumes recordes. 

Entretanto, adversidades climáticas nos dois países comprometeram o bom andamento do plnatio deste ciclo, fragilizando as projeções das maiores safras da história tanto brasileira quanto argentina. Com isso, espera-se que a relação de estoque x consumo, portanto, ainda seguirá bastante ajustada. 

Sendo assim, o mundo só deverá contar com uma maior oferta disponível de soja quando começam os embarques aqui no Brasil, em meados de março. Porém, a logística brasileira deficiente deve atrasar esses embarques em cerca de 45 dias. Para Severo, essa informação ainda não foi computada pelo mercado mundial e tampouco suas consequências. "Poucos países do mundo consideram que nós vamos ter esse atraso. Quando o mercado se der conta de que os navios vão esperar cerca de 45 dias em Paranaguá e que vai falta soja para atender a demanda de esmagamento dos vários destinos, vai haver bastante pânico em relação às compras". 

Frente a isso, a demanda deverá se voltar, novamente, ao escasso produto norte-americano, pagando preços altíssimos que serão praticados como forma de racionar a demanda, de proteger o mercado, como explica o consultor. 

Com este cenário, alguns analistas e consultores já afirmam que o quadro de oferta e demanda só será novamente equilibrado com a entrada da safra 2013/14 de soja dos Estados Unidos, estimada para ultrapassar as 90 milhões de toneladas. 

Isso acontece já que, em fevereiro já não haverá mais soja nos Estados Unidos, como explica Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting, e a produção da América do Sul deverá chegar ao mercado internacional com um ligeiro atraso. 

"Nós vamos ter um vazio de oferta e fevereiro e março e, neste período, o mercado pode até ter uma reação interessante para os produtores que ainda têm algum volume para fixar, para fazer fechamentos. E talvez nós tenhamos até oportunidade entre fevereiro e o início de março para fazer bons números já para a safra 2013/14", afirmou Brandalizze. 

Para o consultor, bons momentos de comercialização da safra nova já poderiam acontecer no início de 2013, refletindo esse vácuo de oferta pelo qual passará o mercado internacional da soja. "Esse vazio de oferta tende a puxar os grandes investidores pro mercado. Como não vamos ter um volume de oferta suficiente para atender à demanda, teremos pressão de alta pela demanda e pelos investidores. Ou seja, o mercado pode dar um número interessante tanto para milho quanto para a safra nova que vem pela frente", completa. 

Clique nos links abaixo e confira as entrevistas de Liones Severo e Vlamir Brandalizze:


Tags:
Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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