CBOT: em sessão volátil soja reduz perdas, mas ainda fecha no vermelho

Publicado em 25/02/2013 18:38
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Nesta segunda-feira (25), as cotações futuras da soja fecharam o pregão do lado negativo da tabela na Bolsa de Chicago, após uma sessão com bastante volatilidade. A commodity que chegou a operar em alta na manhã de hoje, ao longo do dia, recuou quase 20 pontos, mas reduziu as perdas no final das negociações. 

De acordo com analista de mercado da Agrinvest, Marcos Araújo, explica que as cotações futuras foram pressionadas pela queda nos preços do óleo de palma e pelos rumores de uma possível liberação dos estoques de soja na China, com o objetivo de tentar controlar os preços internos e a inflação no país. 

Outro fator que também teria exercido pressão negativa nos preços em Chicago é o adiamento da greve nos portos brasileiros. Na última sexta-feira (22), os portuários de todos os portos do Brasil entraram em greve contra a Medida Provisória 595, que prevê mudanças nas atividades do setor. No entanto, após negociações entre o Governo e os trabalhadores as manifestações foram suspensas até o dia 15 de março, enquanto as partes envolvidas tentam chegar a um acordo. 

O analista destaca que o mercado internacional de grãos está apreensivo com essa situação. A possibilidade de uma greve pode comprometer o abastecimento da China, principal comprador mundial de soja, e direcionar essa demanda para os EUA que tem os estoques da oleaginosa bem apertados, afirma. 

Além disso, o mercado de commodities agrícolas ainda foca a situação climática na América do Sul. As precipitações registradas no país no último final de semana foram esparsas e atingiram as principais regiões produtoras de soja argentina, o que poderia aliviar a situação das lavouras do país. Desde o começo da semeadura, as plantações argentinas sofrem com as adversidades climáticas. 

Ainda hoje, a Bolsa de Cereais de Rosário na Argentina projetou que a safra de soja do país deverá somar 48 milhões de toneladas na safra 2012/13, fator que segundo o analista teria reduzido as perdas nas cotações da soja em Chicago. A estimativa anterior indicava uma produção de 53 milhões de toneladas. A redução é reflexo das adversidades climáticas que castigaram as lavouras argentinas desde o início do plantio. 

Confira como ficaram as cotações dos grãos no fechamento desta segunda-feira:



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Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

2 comentários

  • diogo patua barreiras - BA

    Esse analista da agrinvest marcos araujo ganhou quanto pra dizer essa barbaridade!!! OU deve ser muito BURRO.
    Oleo de Palma!!!!KKKKKKKKKKK. Agricultor n eh burro NAO.
    A SOJA VAI SUBIR E MUITO!!!

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  • marco possenti melnek san albero paraguay - PR

    Estou acompanhando dia a dia todas as entrevistas de todo tipo de analista sobre a soja tudo ate agora deu pra engoli mais oleo de palma e pa caba quanto de produsao de oleo de palma existe no pais....eles nao tem mais o q inventar pra compra barato a soja dos agricultores.

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