Grãos: Mercado aguarda números do USDA e opera na defensiva

Publicado em 28/03/2013 07:45
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Na manhã desta quinta-feira (28), os futuros dos grãos negociados na Bolsa de Chicago operam na defensiva, aguardando pelos números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga hoje. Por volta das 7h43 (horário de Brasília), a soja trabalhava com leves perdas, entre 1,25 e 2,50 pontos, e o milho também exibia ligeiro recuo. Já o trigo operava com pequenos ganhos. 

O mercado procura um melhor posicionamento antes do reporte do departamento da situação dos estoques trimestrais dos grãos nos EUA e também as primeiras intenções de plantio para a safra 2013. A expectativa é de que o USDA aponte uma situação ainda mais apertada para os estoques de soja, milho e trigo - que poderiam ser os menores em 15 anos - e, em contrapartida, uma área plantada recorde, a maior desde 1930. 

O boletim do USDA será divulgado nesta quinta-feira, 28 de março, às 13h (horário de Brasília). Veja como ficaram os negócios na sessão desta quarta-feira (27):

Às vésperas do USDA, soja e trigo fecham 4ª feira em alta na CBOT

Após uma sessão volátil, o mercado internacional de grãos conseguiu se recuperar e fechou o dia em território positivo na Bolsa de Chicago. A soja e o trigo fecharam no azul e o milho com apenas um dos vencimentos mais negociados perdendo menos de 1 ponto na sessão desta quarta-feira (27).

Novamente, as atenções do mercado estavam voltadas para as expectativas que antecedem a divulgação do novo relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quinta-feira (28). O boletim que o departamento apresenta traz os números dos estoques trimestrais de grãos norte-americanos em 1º de março deste ano e ainda as primeiras intenções de plantio para a safra nova no país. 

Segundo analistas, estas serão as informações que irão nortear o mercado daqui em diante e os dados reportados pelo USDA poderão influenciar de forma diferente os principais vencimentos, como os baixos estoques - que podem ser os menores dos últimos 15 anos - bem como uma área a ser plantada podendo chegar a números recordes. 

Frente a essas incertezas, portanto, os investidores buscam um melhor posicionamento, optando por movimento mais cautelosos, o que justificam as oscilações pouco expressivas do mercado, portanto. O momento é, até que saia o relatório, é de um mercado em busca de direcionamento. 

Para Fernando Pimentel, consultor da Agrosecurity, o mercado vem ainda acompanhando as expectativas divulgadas por consultorias privadas que indicam os baixos estoques dos EUA. Para a soja, em relação ao mesmo período do ano passado, espera-se uma redução de pouco mais de 7 milhões de toneladas e para o milho, reservas 25,65 milhões de toneladas mais baixas. Os estoques de trigo, por sua vez, devem cair 660 mil toneladas. 

Sendo assim, esses estoques mais baixos para os grãos já estariam sendo precificados. "O mercado já contabiliza algum número baixo para os estoques em relação ao primeiro trimestre do ano passado" diz Pimentel. Porém, caso os dados do departamento norte-americano venham abaixo das expectativas, essa informação poderia ser a "lenha na fogueira" para uma expressiva retomada de alta por parte dos preços. 
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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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