Soja e trigo operam em alta na manhã desta 6ª feira na CBOT

Publicado em 02/08/2013 08:02
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A manhã desta sexta-feira (2) é de recuperação para as cotações da soja no mercado internacional. Depois de fechar a sessão anterior com quase 20 pontos de baixa, a oleaginosa tenta retomar o fôlego e opera em campo positivo, com ganhos de mais de 5 pontos nos principais vencimentos. 

Por volta das 7h50 (horário de Brasília), o vencimento novembro/13, referência para a safra norte-americana, trabalhava valendo US$ 11,98, subindo 5,50, tentando retomar o patamar dos US$ 12/bushel.

Nos mercados do milho e do trigo a tentativa é de se manterem próximos da estabilidade, registrando oscilações pouco expressivas.

Os futuros dos grãos negociados na Bolsa de Chicago sentem agora a pressão das boas condições climáticas nos Estados Unidos favorecendo o desenvolvimento da nova safra do país. Porém, no curto prazo, ainda conta a sustentação da ajustada relação entre a oferta e a demanda, com os estoques norte-americanos de soja em níveis historicamente baixos. 

Veja como encerrou o mercado nesta quinta-feira:

Com clima nos EUA e alta do dólar, grãos fecham o dia com forte queda

As previsões para os próximos dias indicam um clima favorável para o Meio-Oeste dos Estados Unidos e, diante disso, os grãos amargaram mais uma sessão de forte baixa na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (1). Institutos de meteorologia indicam, para os próximos dias, um bom volume de chuvase temperaturas mais baixas para os próximos dias. 

Na soja, o contrato novembro/13, referência para a safra norte-americana, perdeu o patamar dos US$ 12 por bushel, encerrando o dia a US$ 11,92, com 13,75 pontos de queda.  Os demais vencimentos recuaram entre 12 e 16,25 pontos. O milho também encerrou o pregão com mais de 10 pontos de baixas nas posições mais negociadas e o trigo com mais de 6 pontos de queda. 

Para o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos, afirma que o mercado apenas segue a tendência de baixa diante das boas condições climáticas norte-americanas. "Não há nada nesse momento que sustente as altas. Mas, o mercado também não vai descer em linha reta, teremos altas pontuais, porém, se o clima continuar ajudando não há motivo para que os especuladores entrem comprando", explica. 

Ainda de acordo com os analistas, porém, as possibilidades de geadas precoces em setembro poderiam provocar alguma reação no mercado caso se confirmem. Essas geadas poderiam ocorrer de 20 de agosto a 20 de setembro, podendo prejudicar a produtividade, principalmente, da soja. 

"Chicago está testando as mínimas, vivendo uma fase de espera. Agora, no meio de agosto devemos ter melhores definições de cenário com a fase de polinização do milho. Então, o clima realmente se torna o grande fator, pois é a fase sensível da produção, que normalmente ocorre no final de julho, mas com o atraso pode impactar ainda por mais duas semanas em agosto", explicou o analista de mercado Maurício Correa, do SIMConsult. 

Além do clima favorável nos EUA, outro fator que pressionou as cotações em Chicago nesta quinta-feira foi a expressiva alta do dólar. Com o avanço da moeda norte-americana o produto dos EUA fica menos competitivo e isso favorece o movimento negativo dos preços. 

O que poderia, no entanto, oferecer algum impulso de recuperação para os preços é a demanda, a qual segue muito aquecida, e problemas com a safra de grãos da China, a qual vem sendo castigada pela pior seca do país em 140 anos. Em algumas regiões, as temperaturas passaram dos 43ºC. 

“Essa situação deve impactar a agricultura chinesa e esse pode ser um fator para limitar alguma possibilidade de queda maior nos preços futuros. A China é o maior país importador de soja do mundo e agora passou a adquirir milho e trigo também, o que demonstra a necessidade de demanda interna deles. E talvez com essa quebra na safra o país pode importar mais”, diz Steve Cachia, analista de mercado da Cerealpar.  

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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