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À espera de novas informações, soja volta a recuar em Chicago

Publicado em 12/12/2013 06:44 1051 exibições

Nesta quinta-feira (12), os futuros da soja voltaram a registrar um movimento negativo na Bolsa de Chicago e, por volta das 7h30 (horário de Brasília), os vencimentos mais negociados registravam perdas superiores a 9 pontos.  Milho e trigo também recuavam. 

A volatilidade continua permeando os negócios na CBOT, já que o mercado da soja ainda não conta com novas informações que possam definir uma direção melhor definida. Assim, o mercado recua hoje após um fechamento positivo na sessão anterior. 

O que os investidores observam com mais atenção nesse momento é a relação estoques x demanda que é muito apertada nos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, o bom andamento da nova safra da América do Sul, que já indicam para volumes recordes em alguns dos principais produtores como Brasil e Argentina. 

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Com aperto entre oferta e demanda, soja registra mais um dia positivo

Com mais uma sessão de volatilidade, mas ainda bem sustentado, o mercado da soja fechou a quarta-feira (11) em alta na Bolsa de Chicago. Os vencimentos mais negociados encerraram o dia com ganhos entre 4,75 e 6,50 pontos e o contrato maio/14, referência para a safra brasileira, fechou o dia valendo US$ 13,09/bushel. Os futuros do milho e do trigo também encerraram o dia com pequenas altas. 

As cotações da soja conseguiram sustentar a recuperação após o pregão anterior de realização de lucros ainda focando, principalmente, a situação dos estoques norte-americanos. De acordo com os últimos números divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os estoques finais do país deverão ser de cerca de 4,08 milhões de toneladas, volume menor do que o estimado no boletim de dezembro. 

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"Esse é um forte elemento de manutenção dos preços em alta. Já há uma base muito sólida para que os preços da soja não caiam por um bom tempo que é toda essa demanda e usos alternativos para o produto", diz Camilo Motter, economista da Granoeste Corretora. 

Os níveis já são considerados críticos pelos analistas diante de uma demanda mundial muito agressiva e que não dá sinais de desaquecimento. Só a China deverá importar, no ano comercial 2013/14, 69 milhões de toneladas, com consultorias internacionais apostando que essas compras poderiam chegar a até mesmo 71 milhões de toneladas. 

Além de reduzir os estoques, o USDA trouxe ainda um tímido aumento nas exportações da commodity pelos EUA - de 39,46 milhões para 40,14 milhões de toneladas - e os números ficaram dentro das expectativas. A revisão foi, até mesmo,  considerada conservadora por alguns analistas diante do acelerado ritmo em que acontecem as exportações norte-americanas. Até agora, os produtores dos Estados Unidos já comercializaram 37,5 milhões desse total estimado pelo departamento.

Ainda assim, o mercado parece não ter forças, nesse momento, para registrar altas mais elevadas. O boletim desta terça-feira (10) foi visto, de uma forma geral, como neutro para o mercado, o que deve manter os investidores mais na defensiva nessa época de final de ano, onde os fundos precisam garantir resultados positivos. 

Além disso, analistas explicam também que o atual cenário de ajuste entre a oferta e a demanda bastante latente já é conhecido pelo mercado e isso vem sendo, aos poucos, precificado. As informações sobre o bom andamento da safra na América do Sul, principalmente Brasil e Argentina, também já vêm sendo observadas. 

O departamento norte-americano se manteve conservador também nas suas estimativas para a safra sulamericana, mantendo a produção brasileira 2013/14 em 88 milhões de toneladas e aumentando somente em 1 milhão de toneladas a safra da Argentina, para 54,5 milhões de toneladas, enquanto algumas consultorias argentinas já sinalizam uma colheita na casa de 57 milhões de toneladas. 

"Como não houve números muito agressivos, o mercado chegou até registrar um movimento de venda. Na hora anterior ao relatório, Chicago até operava com altas de 10 a 12 pontos porque muitos fundos e especuladores esperavam números mais agressivos, sobretudo nas exportações, já que o ritmo é muito forte. Mas, em linhas gerais, ele veio em linha com o esperado pelo mercado", explicou.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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