Soja: Frente à demanda firme, preços voltam a subir em Chicago

Publicado em 13/05/2014 11:57 2043 exibições

Após as perdas registradas no último pregão, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) voltaram a subir nesta terça-feira (13). As cotações da oleaginosa buscam uma recuperação e, por volta das 11h03 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam ganhos entre 1,50 e 9,25 pontos. O contrato julho/14 era cotado a US$ 14,74 por bushel.

O principal fator de suporte aos preços em Chicago são os fundamentos do mercado. Frente aos apertados estoques no país, estimados em 3,54 milhões de toneladas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no último relatório de oferta e demanda, a demanda pelo produto segue firme. Segundo informações divulgadas pela agência internacional Bloomberg, o volume dos estoques norte-americanos é o mais baixos dos últimos 10 anos.

Em contrapartida, a demanda não dá sinais de enfraquecimento. Nesta segunda-feira, o departamento reportou que os embarques de oleaginosa no país totalizaram 239,95 mil toneladas até o último dia 08 de maio. O número está bem acima do divulgado anteriormente, de 99,50 mil toneladas.

Já nesta terça-feira, o departamento ainda reportou a venda de 116 mil toneladas de farelo de soja à Tailândia. Ainda hoje, a Oil World projetou que a demanda global por soja importada pode ser maior do que o estimado anteriormente. Até o final da safra 2013/14, a China poderá importar 70,7 milhões de toneladas de soja, contra 70,5 milhões de toneladas estimadas no mês de abril. O número representa um aumento de 18% em relação ao mesmo período do ano passado.

Somente em abril, as importações chinesas do grão somaram 6,5 milhões de toneladas, no entanto, esse mês poderão totalizar 7,4 milhões de toneladas, segundo informações divulgadas pela agência internacional. Os futuros da oleaginosa subiram cerca de 14% desde o início do ano, em decorrência dos estoques ajustados norte-americanos e a crescente demanda da China.

Diante desse cenário, analistas afirmam que a tendência é positiva para os preços da oleaginosa no curto prazo. Entretanto, as expectativas de uma safra cheia na temporada 2014/15, situação que resultaria em estoques maiores, são fatores negativos às cotações em longo prazo. Por isso, há o deságio de quase US$ 2,00 entre os primeiros contratos e os mais longos. 

O USDA reportou a safra norte-americana em 98,93 milhões de toneladas e os estoques em 8,98 milhões de toneladas. A produtividade das lavouras norte-americanas foi projetada em 51,25 sacas por hectare. A safra do Brasil deverá totalizar 91 milhões de toneladas, enquanto que a produção global poderá somar 299,82 milhões de toneladas. Os estoques mundiais foram projetados em 82,23 milhões de toneladas. Já as importações da China poderão totalizar 72 milhões de toneladas.

Apesar das projeções do USDA, analistas ressaltam que os números foram bem otimistas e que a safra norte-americana ainda está sendo plantada. E, caso as condições climáticas sejam desfavoráveis, as estimativas podem não se consolidar. Assim, os produtores brasileiros devem estar atentos aos boletins de evolução no plantio e as condições das lavouras nos EUA.

Nesta segunda-feira, o departamento anunciou que o plantio da soja atingiu 20% da área cultivada até o dia 11 de maio. Número bem acima do divulgado na última semana de 5% e da média dos últimos cinco anos, de 21%. Até o momento, o estado mais adiantado na semeadura do grão é Louisiana, com 78% da área plantada, seguido de Mississipi, com 55% da área cultivada. 

Em Iowa e Illinois, importantes estados na produção da soja, a semeadura atinge 20% e 26%, respectivamente. Ambos os índices estão bem acima do divulgado na última semana de 3%. 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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