Estudo do Sistema Farsul e Fundação Pró-Sementes aponta boa produtividade de soja na região sul do RS

Publicado em 14/07/2014 10:45 1134 exibições

O cultivo de soja na metade sul do Estado se mostrou viável tanto em áreas de coxilha quanto em áreas de várzea, de acordo com o relatório do Programa de Avaliação de cultivares de Soja da safra 2013/2014, apresentado pela Fundação Pró-Sementes, na manhã desta sexta-feira (11.07), na sede do Sistema Farsul. “O sul é uma fronteira agrícola, e o estudo mostra que se o produtor usar variedades adequadas, vai ter rendimento semelhante ao de outras regiões”, destacou o vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, que participou dos experimentos como produtor, em Bagé.

O coordenador das comissões de Grãos da Farsul, Jorge Rodrigues, acredita que a oleaginosa veio para ficar na região sul, então é preciso conhecer melhor as cultivares para ter um potencial produtivo próximo do desempenho da soja no norte do Estado. De acordo com o gestor de cultivos de verão da Fundação Pró-Sementes, Victor Sommer, existem 5 milhões de hectares na região, entre várzea e coxilha, que podem ser cultivados em rotação com o arroz. “O produtor do sul já é especialista em irrigação e vai ter também que se especializar em drenagem”, explicou Sommer. A média do cultivar com melhor desempenho em Bagé, em área de coxilha, chegou ao volume de 4.625 kg por hectare, enquanto na várzea a média da melhor foi de 4.383 kg por hectare.

De acordo com Pereira, “a soja é muito importante para o produtor do sul, porque contribui para limpar o inço do arroz, o que diminui o custo da lavoura. Outra questão é que ajuda a segurar o preço do arroz, pois o produtor pode vender primeiro a oleaginosa e segurar o cereal até a rentabilidade estar melhor”, diz Pereira. Para o diretor técnico e administrativo da Fundação Pró-Sementes, José Hennigen, a escolha do cultivar ideal para a localidade é essencial para se começar uma boa lavoura. “Uma variedade que é boa em um lugar pode não ser em outro. Por isso é importante o experimento, porque ele mostra a pontualidade. Se o produtor souber escolher bem a semente, certamente não terá aumento de custo, já que os resultados devem ser satisfatórios”, comentou Hennigen.

Os resultados são fruto de uma parceria entre o Sistema Farsul e a Fundação Pró-Sementes, que se iniciou em 2008 e conta com estudos de oito anos em cima do trigo e sete em cima da soja.

O presidente da entidade, Carlos Sperotto, destacou a seriedade e a permanência do trabalho desenvolvido na busca de resultados. Para o Superintendente do Senar-RS, Gilmar Tietböhl, as informações oriundas da avaliação são fundamentais para levar conhecimento técnico aos produtores. “Estamos começando a trabalhar muito com assistência técnica, e com certezas esses dados vão ser um acréscimo de muita qualidade ao produtor. Para o trabalho do Senar é um insumo importantíssimo”, afirma Tietböhl.

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Farsul

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