Soja volta a perder força em Chicago e fecha o dia com leve baixa; no BR, pouca alteração

Publicado em 29/01/2015 16:51 556 exibições

Nesta quinta-feira (29), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou novos números das vendas semanais para exportação e os dados da soja vieram acima das expectativas do mercado, trazendo algum estímulo aos futuros da soja na Bolsa de Chicago. Os principais vencimentos chegaram a registrar bons momentos em campo positivo, porém, o mercado voltou a recuar e terminou o dia perdendo entre 2 e 4,50 pontos. 

Na semana encerrada em 22 de janeiro, as vendas semanais norte-americanas de soja somaram 888,2 mil toneladas, registrando um aumento expressivo em relação ao número da última semana, de apenas 115,3 mil toneladas. Assim, o total fica ainda acima das expectativas do mercado, que variavam de 200 mil a 600 mil toneladas.

o acumulado do ano comercial 2014/15, os EUA já venderam 45.326,5 milhões de toneladas, de um total esperado para a temporada de 48,17 milhões de toneladas, ou seja, pouco mais de 94% da oleaginosa norte-americana já está comprometida de acordo com as projeções do departamento agrícola norte-americano, e o ano comercial só se encerra em 31 de agosto de 2015. 

Os números, entretanto, registraram um movimento pontual sobre as cotações e os negócios voltaram a obedecer a um movimento técnico que já vem sendo registrado há algumas sessões no quadro internacional, com atenção maior aos movimentos dos fundos de investimentos do que de seus fundamentos de oferta e demanda, propriamente ditos. 

Safra do Brasil - No exterior, as notícias que movimentam o mercado, segundo analistas internacionais, são a de que importantes regiões produtoras do Brasil receberão chuvas nos próximos dias e os números para a temporada 2014/15 começam a ser revistos. Entretanto, por aqui, as primeiras projeções já apontam para perdas consolidadas em estados importantes como Mato Grosso e Paraná.

O número de 95 milhões de toneladas para a safra de soja 2014/15 de soja do Brasil não irá se confirmar. Para o consultor de mercado Fernando Muraro, da AgRural, as perdas já estão entre 4 e 5 milhões de toneladas, perdidas para as elevadas temperaturas e ausência de chuvas em importantes regiões produtoras do país. O resultado dessa temporada? Esse é, agora, o número mais difícil a ser conseguido já que a marca dessa safra é a irregularidade. 

"Em Mato Grosso, encontramos lavouras precoces com produtividade de 20 sacas por hectare e de 70 sacas por hectare, em talhões com menos de 100 km um do outro, no Mato Grosso do Sul, a mesma coisa. Talvez Goiás e Bahia sejam o epicentro dessa estiagem maior que atingiu o Brasil. Então, a tentativa de estimar a safra brasileira ficou complicada", diz Muraro. 

E essa projeção vem de encontro com produtores rurais preocupados em todo o Brasil, os quais vêm relatando perdas severas de produtividade por conta do calor excessivo e da irregularidade no regime de chuvas. E é esse quadro climático que deve permanecer nas próximas semanas, segundo explicam meteorologistas. Para o Nordeste do país, a situação é ainda mais complicada, com a previsão indicando precipitações abaixo da média para os próximos meses. 

Confira no link abaixo informações e imagens dos estados onde as perdas na produção de soja já são irreversíveis e o relatos de produtores. 

>> Soja: Safra 2014/15 deve registrar quebra de até 5 milhões de t com clima seco

Mercado Interno 

No Brasil, os preços, mais uma vez, apresentaram pouquíssima movimentação, mesmo com uma alta de mais de 1% do dólar frente ao real nesta quinta-feira, voltando a superar os R$ 2,60. A moeda norte-americana registrou ganho de 1,37% para R$ 2,6121. 

Assim, no porto de Paranaguá, a soja da safra 2014/15 fechou o dia com baixa de 0,17% e valendo R$ 58,60 por saca. Em Rio Grande, pequena alta de 0,17% para R$ 59,70 por saca para o produto com entrega em maio/15 e estabilidade para a soja disponível com R$ 62,00. 

No interior do país, quase todas as praças de comercialização, entre as principais, fecharam o dia sem qualquer variação e preços entre R$ 47,00 e R$ 54,00 por saca.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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