Soja reduz ganhos na CBOT, mas permanece em campo positivo nesta 2ª com foco na Argentina

Ao longo do pregão desta segunda-feira (29), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) reduziram os ganhos, mas permanecem em campo positivo. Às 11h44 (horário de Brasília), as principais posições da commodity subiam mais de 11 pontos. O contrato março/18 se aproximava do nível dos US$ 10,00 por bushel, cotado a US$ 9,97 por bushel, enquanto o maio/18 operava a US$ 10,08 por bushel.
O mercado continua sendo impulsionado pelas preocupações com o clima na Argentina. "Os últimos mapas mostraram que as lavouras de soja no país estão sofrendo com o tempo seco. E poucas chuvas são indicadas nas previsões climáticas nas próximas duas semanas e as temperaturas continuam elevadas", reportou o site internacional Farm Futures.
No final de semana, o país até recebeu algumas chuvas, mas ainda insuficientes para recompor a umidade nos solos, ainda conforme explicam os especialistas. "Há muitos cultivos sofrendo, sem crescimento, com folhas caídas, sobretudo nas áreas mais altas", observa um técnico de Rufino, em Santa Fe em entrevista ao La Nación.
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Paralelamente, previsão de chuvas para a faixa central do Brasil também segue no radar dos investidores, uma vez que o cenário pode afetar o andamento da colheita da soja. No maior estado produtor do grão no país, Mato Grosso, a colheita atingiu 12,35% até a última sexta-feira, segundo levantamento do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). No mesmo período do ano anterior, o índice estava em 16,25%.
"A precipitação persistente no Brasil levou a preocupações com os atrasos e qualidade da colheita", informou o site Agriculture.com.
Ainda hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reporta seu novo boletim de embarques semanais. O relatório é um importante indicador de demanda e pode influenciar o andamento das negociações em Chicago.
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