Soja volta a recuar em Chicago nesta 4ª após eleições nos EUA e à espera do novo USDA

Publicado em 07/11/2018 13:52
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O momento é pós-eleição e pré-USDA nos EUA e a movimentação técnica dos preços na Bolsa de Chicago continua no pregão desta quarta-feira (7). Os futuros da soja que começaram o dia atuando com estabilidade passaram a trabalhar em campo negativo e, por volta de 13h35 (horário de Brasília), recuavam entre 6,50 e 6,75 pontos nos principais contratos. 

Com essas baixas, o novembro/18 perdeu os US$ 8,70 e vinha sendo cotado a US$ 8,65 por bushel, enquanto o maio/19 tinha US$ 9,03 no mesmo momento. 

O reporte do departamento norte-americano chega nesta quinta-feira, dia 8, e as expectativas do mercado são de que haja uma redução nas estimativas do USDA para as produtividades do milho e da soja, porém, ao mesmo tempo, os estoques da oleaginosa poderiam vir maiores do que no mês passado. 

O mercado se atenta ainda à conclusão das eleições nos EUA que renovaram os representantes do Congresso americano para o ano que vem. O presidente Donald Trump perdeu a maioria na Câmara, que foi conquistada pelos democratas, mas elevou seu apoio no Senado, com os republicanos ocupando a maioria das cadeiras. 

Para a agricultura, portanto, as mudanças são limitadas e o foco se mantém sobre a guerra comercial entre China e Estados Unidos. "As novas eleições não irão tirar o poder de Trump em aprovar ou cortar qualquer acordo econômico com a China. O poder da caneta de Donald continua sendo temido pelos agricultores norte-americanos", explica o analista de mercado da ARC Mercosul, Matheus Pereira.

Assim, se mantém aberta a questão de um acordo entre os dois países e mantido o sentimento de que o Brasil se manterá como principal fornecedor de soja para a China. Entretanto, os olhos do mercado e de seus participantes se voltam agora para o encontro do G20 que acontece na Argentina no final do mês.

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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