Soja em Chicago mantém foco sobre seca no Brasil e China e fecha 2ª feira com estabilidade

Publicado em 07/01/2019 18:23 e atualizado em 08/01/2019 09:05
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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam o pregão desta segunda-feira (7) com estabilidade. Os principais contratos encerraram o dia com leves ganhos, de pouco mais de 2 pontos. Assim, o janeiro ficou com US$ 9,12, enquanto o maio/19 foi a US$ 9,37 por bushel. 

O mercado continua a subir se focando na combinação seca no Brasil mais negociações entre China e Estados Unidos. As reuniões presenciais entre líderes dos dois países foram iniciadas nesta semana e caminham bem. As expectativas do mercado são bastante positivas até este momento. 

A commodity subiu pela quarta sessão consecutiva em Chicago, fortalecendo as especulações de que, além das negociações, a nação asiática estaria, de fato, fazendo novas compras de soja no mercado norte-americano. Rumores dão conta de que pelo menos três cargos de soja foram comprados pelos chineses nesta segunda nos EUA, de acordo com uma notícia da Reuters. 

Ao mesmo tempo, com adversidades climáticas ainda bastante sérias, as perdas nas lavouras de soja Brasil a fora se intensificam.

A irregularidade da nova safra brasileira continua preocupando os produtores tanto onde as perdas já são consolidadas e onde podem se agravar em função das adversidades climáticas. A pior situação ainda é observada no Paraná, mas áreas do Centro-Oeste e do Matopiba já começam a registrar preocupações cada vez mais sérias. 

No Matopiba, o temor de um período de veranico ronda os agricultores. No Oeste da Bahia, por exemplo, principal região produtora do estado, as chuvas continuam chegando de forma mal distribuída, com volumes limitados e tiram a produtividade das lavouras de soja. 

Leia mais:

>> Soja: Perdas se intensificam no Centro-Oeste e Matopiba por conta do clima

Enquanto isso, os próximos dias serão de chuvas ainda limitadas em toda a região do Brasil central, pelo menos até 23 de janeiro. Nesse cenário, Paraná e o Mato Grosso do Sul deverão receber menos volumes, com má distribuição pelas próximas duas semanas. 

Mercado Brasileiro

No mercado brasileiro, ainda falta consenso para os preços. 

Nesta segunda-feira, os preços recuaram em Paranaguá, perdendo 0,77% no disponível, para R$ 77,10 por saca, e 0,52% no fevereiro, onde fechou com R$ 76,90. Em contrapartida, as referências em Rio Grande subiram 0,26% e 0,39%, respectivamente, para R$ 78,00 e R$ 77,80 por saca. 

Comentário de Mercado da ARC Mercosul

Por Cristiano Palavro

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2019 chegou com tudo para as cotações da soja na Bolsa de Chicago. Em todas as sessões diárias do ano até agora o mercado da oleaginosa vem encontrando espaço para altas, alavancadas especialmente pelas condições limitantes na safra da América do Sul.

As perdas amplamente propagadas pelos produtores brasileiros ao longo das últimas semanas vêm sendo confirmadas pelos agentes do mercado internacional, o que tem derrubado as expectativas de produção para esta que inicialmente se mostrava uma safra de grandes resultados. 

Além da diminuição da oferta por aqui, o otimismo das cotações reflete o bom momento do relacionamento de amor e ódio entre americanos e chineses, que avançam de forma positiva nas negociações visando por um fim na guerra comercial iniciada em 2018.

Porém nas praças brasileiras o movimento dos preços ainda se mostra limitado, com uma verdadeira queda de braço sendo talhada entre compradores e vendedores!

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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