Soja fecha com mais de 10 pts de queda em Chicago nesta 5ª, mas portos sobem no BR

Publicado em 14/02/2019 19:09 e atualizado em 15/02/2019 07:44
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Nesta quinta-feira (14), novas informações trazidas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) assustaram o mercado da soja na Bolsa de Chicago e os futuros da oleaginosa terminaram o dia com baixas de mais de 10 pontos entre os principais vencimentos. 

O contrato março/19 lutou durante toda a tarde para manter-se ainda acima de US$ 9,00 por bushel, enquanto o maio/9 já trabalha abaixo dos US$ 9,20 por bushel. 

Como explicou o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, mesmo os números do USDA chegando atrasados, ao mostrarem um saldo negativo para as vendas americanas e, sobretudo, um cancelamento de compra de 808 mil toneladas por parte da China e outro de 444 mil toneladas para destinos não revelados, pesou sobre as cotações. 

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E essa informação ainda chega em um momento em que as negociações entre China e Estados Unidos, em torno de suas relações comerciais e da disputa que têm travado desde meados de 2018, continuam. Nesta quinta, Donald Trump sinalizou que quer aumentar o prazo da trégua estabelecida pelos dois países, a qual terminaria em 1º de março. 

O objetivo é dar mais tempo às negociações. E para Brandalizze, esse é mais um sinal positivo no meio dessa guerra comercial, uma vez que poderia indicar que ambos estariam cedendo, diminuindo e amenizando as tensões para que um acordo pudesse ser, de fato, estabelecido. 

Enquanto isso não acontece, porém, as cotações reagem a informações negativas - ou positivas, dependendo do dia - com mais intensidade, uma vez que o mercado está esvaziado de notícias e qualquer novidade provoca reações exageradas. "As baixas de hoje foram resultado de um efeito manada", diz o consultor. 

Preços no Brasil

No Brasil, os preços nos portos, surpreendentemente, subiram nesta quinta-feira, mesmo diante das baixas intensas em Chicago e do dólar que fechou em queda. 

Em Paranaguá, alta de 1,29% no spot, para R$ 78,50 por saca e de 0,64% para março, que fechou com R$ 79,00. Em Rio Grande, ganhos de, respectivamente, 0,26% e 0,64% para R$ 77,00 e R$ 78,50 por saca. 

No interior, algumas praças também exibiram ganhos, porém, ainda de forma limitada. Os preços nas principais praças de comercialização têm obedecido às suas realidades próprias, vendo a demanda interna se aquecer e se precaver diante das possibilidades de uma intensificação das exportações brasileiras. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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