Soja: Leves altas em Chicago e máxima em 3 semanas do dólar puxam preços no BR

Publicado em 29/07/2019 18:10 1030 exibições

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As referências de preços da soja nos portos do Brasil subiram mais de 1% nesta segunda-feira (29) com o dólar voltando a subir e alcançando sua máxima em três semanas. Em Paranaguá, ganho de 1,54% para R$ 79,00 por saca no disponível e de 1,53% para agosto, onde a cotação ficou em R$ 79,50. Em Rio Grande, altas de 1,29% e 1,28%, para R$ 78,50 e R$ 79,00 por saca. 

No interior do país os indicativos também subiram e chegaram a registrar ganhos de até 2,27%, como foi o caso do Oeste da Bahia, onde a saca terminou o dia nos R$ 67,50. Os preços subiram ainda em praças de Goiás, de Mato Grosso e do Paraná. Em Ponta Grossa, o valor da saca ficou em R$ 76,50 nesta segunda. 

Apesar do avanço, os negócios permanecem pontuais, já que as cotações ainda não apresentam patamares atrativos para que os produtores retornem ao mercado e retomem efetivamente suas vendas. Da safra 2018/19 já há cerca de 75% comercializado e o restante, o sojicultor ainda retém na espera de melhores oportunidades. 

DÓLAR

A moeda norte-americana terminou a sessão desta segunda-feira com alta de 0,27% e valendo R$ 3,783, registrando seu mais elevado patamar, segundo a agência de notícias Reuters, desde 8 de julho último. 

"Juros mais baixos nas principais economias melhoram a relação risco/retorno para aplicações em ativos de mercados mais arriscados, como os emergentes, o que pode estimular entrada de capital para o Brasil, contribuindo para alívio no dólar", informaram especialistas ouvidos pela agência.

Leia mais:

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BOLSA DE CHICAGO

Na Bolsa de Chicago, o mercado fechou o dia com leves altas neste primeiro pregão da semana. Os principais contratos terminaram o dia com ganhos de pouco mais de 2 pontos, e o agosto sendo cotado a US$ 8,85. Já o novembro ficou em US$ 9,04 por bushel. 

O mercado teve um dia técnico, de reposicionamento e à espera de novas informações para definir uma direção. 

Um dos principais pontos de atenção nesta semana será o encontro pessoal que acontece na China entre líderes americanos e chineses para retomar as negociações em torno do conflito comercial. A disputa já dura mais de um ano e que mudou completamente a dinâmica do mercado global de soja. 

Os países buscam um acordo, mas se sabe que o caminho ainda é bastante longo. O presidente Donald Trump, durante a semana, mais uma vez fez declarações sobre a nação asiática e e afirmou que não acredita que um consenso seja alcançado na reunião dos próximos dias. 

As discussões são muitas e em um dos centros dessas inúmeras conversas segue o mercado da soja. Agora, chineses e americanos divergem sobre quanto da oleaginosa dos EUA já foi enviada à China desde que foi sinalizada uma ação de 'boa vontade' por parte da nação asiática de comprar mais produtos agrícolas norte-americanos, desde que Trump e Xi se reuniram na última reunião do G20, no final de junho, em Osaka, no Japão. 

Entenda:

>> China e EUA divergem sobre volume de soja americana importado pelos chineses

O que também ajudou a dar um suporte aos preços nesta segunda-feira foram os números dos embarques semanais norte-americanos. Na semana encerrada em 25 de julho, os embarques norte-americanos somaram 1.031,477 milhão de toneladas, contra projeções que variavam de 380 mil a 790 mil toneladas. Em toda a temporada, os embarques americanos somam 40.311,922 milhões de toneladas, contra mais de 52 milhões do mesmo período do ano passado.  

Paralelamente, foco no clima no Corn Belt e no desenvolvimento das lavouras norte-americanas. As condições ainda são bastante irregulares e há regiões de produção onde o cenário de falta de chuvas de mais de 10 dias já traz mais preocupações ainda sobre a qualidade da soja e do milho. 

"Embora o oeste e norte  do Corn Belt estejam melhorando, parte das áreas de Illinois e Indiana continuam precisando urgentemente de chuvas", diz o diretor do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa.

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:
Notícias Agrícolas

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